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A era de empresas sul-coreanas comprarem moedas legalmente chegou: o banimento de 9 anos termina, e a abertura de políticas entra numa nova fase
A mercado de criptomoedas da Coreia do Sul está prestes a passar por uma mudança histórica. A proibição de investimento em criptomoedas por parte de empresas, que durou 9 anos, foi oficialmente encerrada, marcando a transição de uma regulamentação rigorosa para uma abertura ordenada e sistemática. A Comissão de Serviços Financeiros da Coreia (FSC) concluiu o rascunho das diretrizes para negociações de criptomoedas destinadas a empresas listadas e investidores profissionais, e o novo quadro regulatório deve ser lançado oficialmente em janeiro ou fevereiro deste ano. Se tudo correr conforme o planejado, as empresas sul-coreanas poderão incluir criptomoedas em seus balanços patrimoniais de forma legal até 2026.
O fim da proibição de longo prazo na Coreia: de uma regulamentação rigorosa a uma abertura ordenada
Essa mudança de política representa uma profunda reorientação do pensamento regulatório na Coreia. Nos últimos 9 anos, o país adotou restrições severas ao investimento institucional em ativos de criptomoedas, postura que agora está sendo gradualmente relaxada. Já em meados de 2025, as autoridades financeiras sul-coreanas permitiram que organizações sem fins lucrativos e exchanges de criptomoedas vendessem seus ativos digitais. Posteriormente, o órgão regulador anunciou que, na segunda metade de 2025, abriria o mercado para empresas listadas e investidores profissionais negociarem criptomoedas. Agora, essas políticas de implementação gradual evoluíram para um quadro regulatório sistemático.
As cinco principais barreiras ao investimento empresarial: regras, limites e gestão de riscos
Para evitar que a especulação excessiva por parte das empresas cause crises financeiras, a FSC estabeleceu múltiplas camadas de proteção nas novas diretrizes:
Limite de investimento Empresas e investidores profissionais podem destinar até 5% do seu capital social para a compra de criptomoedas por ano. Essa proporção parece conservadora, mas é suficiente para uma alocação razoável para empresas que estão começando a explorar o mercado.
Controle do escopo de investimento Atualmente, o escopo de investimento está limitado às 20 maiores criptomoedas por valor de mercado, uma medida que visa garantir que os ativos negociados tenham liquidez suficiente e um mercado maduro.
Zona cinzenta das stablecoins A inclusão de stablecoins como USDT, USDC e outras moedas lastreadas em dólar na lista de ativos legais ainda está em discussão entre o governo e o setor, sem uma decisão definitiva.
Inovação nos mecanismos de negociação Para evitar que grandes transações causem volatilidade de mercado, as novas diretrizes incorporarão mecanismos de proteção, como “divisão de ordens” e “limites de preço”.
As 20 principais criptomoedas por valor de mercado: oportunidades para Bitcoin e Ethereum
De acordo com dados de mercado, o Bitcoin possui um valor de mercado circulante de US$ 1795,53 bilhões, enquanto o Ethereum alcança US$ 363,40 bilhões, sendo que ambos representam a maior parte do valor das 20 principais criptomoedas. Min Jung, pesquisador associado da Presto Research, afirmou: “Essa política irá injetar liquidez significativa no mercado. No entanto, como o limite de investimento é restrito às 20 maiores criptomoedas, espera-se que os fundos se concentrem principalmente em Bitcoin e Ethereum, com oportunidades relativamente limitadas para outras moedas concorrentes.”
Isso significa que, se as empresas sul-coreanas alocarem até 5% de seus fundos, o fluxo de capital tenderá a seguir o efeito “Mateus”: quanto maior a capitalização de mercado, maior a atração de recursos.
Roteiro regulatório da Coreia: de uma abertura parcial a uma regulamentação abrangente
A introdução dessas novas diretrizes não representa o fim do processo, mas sim uma etapa intermediária na regulamentação de criptomoedas na Coreia. O setor de criptomoedas e os investidores aguardam com expectativa a implementação da “Lei Básica de Ativos Digitais”, prevista para o primeiro trimestre de 2026. Conhecida como a “Segunda fase de regulamentação integrada”, essa lei estabelecerá diretrizes para políticas-chave, incluindo a emissão e negociação de ETFs de criptomoedas à vista e uma estrutura completa de regulamentação para stablecoins lastreadas em won.
Min Jung acrescenta: “Embora o limite de 5% pareça cauteloso, para as empresas que estão dando seus primeiros passos, a abordagem inicial será de testes progressivos. Portanto, esse limite não representa uma barreira substancial para a maioria das empresas, mas sim uma janela de tempo para que as autoridades observem a reação do mercado e ajustem as políticas gradualmente.”
De proibição a abertura: o significado profundo do processo de institucionalização
Essas mudanças refletem a postura proativa da Coreia na competição global por políticas de criptomoedas. De uma proibição total de 9 anos a uma abertura ordenada, o país busca equilibrar inovação financeira e gestão de riscos. Ao estabelecer limites de investimento, restrições ao escopo de negociação e mecanismos de proteção, a Coreia tenta criar um ambiente de “abertura controlada” — capaz de atrair investimentos institucionais ao mesmo tempo em que previne riscos sistêmicos.
No futuro, a implementação da “Lei Básica de Ativos Digitais” determinará ainda mais a posição da Coreia no mercado global de criptomoedas e influenciará as políticas regulatórias de outros países asiáticos.