Messari《As Teses Cripto 2026》(2025.12)Relatório de investigação aprofundada e perspectiva dos investidores individuais

Messari《As Teses Cripto 2026》(2025.12)Análise Profunda e Relatório sob Perspectiva de Investidores de Pequeno Porte

Declaração: Este documento é uma compilação de informações e resumo de estudos, não constituindo recomendação de investimento ou garantia de retorno. Os ativos cripto apresentam alta volatilidade; avalie os riscos por conta própria e seja responsável por suas decisões. Fonte das informações: A página original do relatório da Messari exige login/registro, portanto este texto baseia-se em informações públicas oficiais da Messari (podcasts/newsletters/pontos de discussão) + resumos, trechos e interpretações de várias fontes públicas, cruzando dados e destacando links de origem nas conclusões principais, evitando inferências sem base.


0. Visão Geral em Uma Frase

A Messari projeta 2026 como um ano de transição de uma “especulação de cassino” para uma “integração sistêmica (pagamentos, rendimentos, emissão de ativos e infraestrutura)”: BTC/stablecoins se consolidam como camada base, TradFi se conecta via stablecoins reguladas e RWA/tokenização, reprecificação de L2/L1 na avaliação de valor, evolução do DeFi para CLOB/market-making ativo, empréstimos modulares, bancos DeFi e stablecoins de rendimento; AI×DePIN rumo a redes de computação e dados cobríveis; aplicações de consumo com mercados preditivos, finanças sociais e RWA não convencionais.


1. Estrutura do Relatório e Mapa das “Teses” Centrais

Resumos públicos concordam que o documento “Teses 2026” se divide em sete grandes blocos, com uma nova ênfase na estrutura de Fatores de Disrupção (Disruption Factor - DF):

  1. Criptomoeda (Narrativa de Moeda Cripto)
  2. TradFi × Cripto (Integração com Finanças Tradicionais)
  3. Cadeias (Evolução de L1/L2/Multichain e Camadas de Liquidação)
  4. DeFi (Finanças Descentralizadas)
  5. AI (Inteligência Artificial Descentralizada / DeAI)
  6. DePIN (Redes de Infraestrutura Física Descentralizadas)
  7. Apps de Consumo (Aplicações para Usuários Finais)

Referências: Resumos do PANews, trechos do BlockTempo, compilados do OneKey (todos mencionam os sete blocos e o framework DF).


2. Contexto de 2025: “Maior pessimismo, mas o sistema não quebrou” — Por que essa tese vale a pena

Diversas análises destacam uma contradição: em 2025, a sensação dos investidores de varejo é ruim (menos alpha, ritmo acelerado, esforço x retorno descolados), mas as instituições estão mais “seguras” e confiantes. O trecho do BlockTempo aponta um sinal típico: o índice de medo e ganância de criptomoedas caiu a 10 (extremo medo), mas não houve eventos de “colapso sistêmico” de escala semelhante a 2022[^blocktempo]. Essa narrativa sustenta a linha principal da Messari:

  • A narrativa de ciclo muda de “oscilações de preço” para “formação de infraestrutura financeira real”
  • O foco do varejo em “hotspots de curto prazo” se distancia de “captura de valor de longo prazo”
  • Os ganhos extras virão de: regulação mais clara, mudanças nos produtos (rendimentos, emissão, liquidação, aplicações de consumo), e reprecificação de valor (direitos de tokens, distribuição de taxas, recompra/dividendos)

3. Análise por bloco e pontos de vista de investidores de varejo

3.1 Cryptomoney: BTC como âncora macro, ETH e valor de captura ainda em reavaliação

Principais conclusões da Messari (resumo público):

  • BTC mantém narrativa de moeda sólida, cada vez mais “desvinculado” de outros criptoativos. Queda de preço de curto prazo pode vir de vendas de grandes detentores iniciais, mas não é uma questão estrutural[^panews][^blocktempo].
  • Avaliações de L1 estão desconectadas dos fundamentos: receita em declínio, avaliações cada vez mais baseadas em “prêmio de moeda”; exceto alguns casos, a maioria deve ficar atrás do desempenho do BTC[^panews][^blocktempo].
  • ETH é a maior incerteza: uso na rede forte, mas captura de valor e precificação mais complexas; se 2026 voltar a um mercado de alta, tokens de dados (DATs) do Ethereum podem “renascer”[^panews][^blocktempo].
  • ZEC (Zcash) está sendo reavaliada como “criptomoeda de privacidade”, potencialmente como hedge complementar ao BTC[^panews][^blocktempo].
  • Moeda na camada de aplicação (Application Money): alguns aplicativos com forte efeito de rede podem criar suas próprias moedas, ao invés de depender do ativo nativo da cadeia[^panews][^blocktempo].

Como o investidor de varejo pode usar essa parte (ação prática):

  • Encarar o BTC como “beta do setor + âncora macro” — qualquer outro ativo deve responder:
    Ele consegue gerar retorno de fluxo de caixa real maior que o do BTC? Se não, pode ser só “prêmio de narrativa”.
  • ETH e principais blockchains não devem ser avaliados só por TPS: o mais importante é fluxo de taxas, MEV/ordenação, distribuição de valor em L2, e direitos do token (recompra, dividendos, taxas).
  • Para “nova narrativa de L1”, priorizar análise de: ritmo de desbloqueios/diluição + receita/atividade real + mecanismos de distribuição de taxas. Se a narrativa for só “prêmio de moeda”, o risco aumenta.

3.2 TradFi × Cripto: stablecoins como “canal do dólar digital”, RWA/tokenização evoluem de piloto para produção

Resumo oficial:

  • A regulação de stablecoins e entrada de grandes instituições mudam o jogo.
  • O projeto de lei GENIUS nos EUA transforma stablecoins de “instrumento de negociação” para parte do sistema de política monetária americana, levando bancos, fintechs e gigantes tecnológicos a disputar “vias de pagamento e liquidação do dólar digital”[^panews].
  • O GENIUS foi aprovado como lei federal em julho de 2025 (confirmações em Congress.gov e White House Fact Sheet).
  • Messari destaca que: stablecoins podem evoluir de “garantidos por T-bills” para “rendimentos exógenos”, com melhorias nos direitos do token e maior transparência, potencialmente desbloqueando nova rodada de captação[^messari_podcast].
  • Diversos resumos reforçam: crescimento da tokenização de RWA, com potencial de envolver “ativos de trilhões de dólares”[^panews].

Conclamações para o investidor de varejo:

  • Stablecoins deixam de ser só “par de troca USDT/USDC” e passam a ser “infraestrutura global de dólares e pagamentos”.
  • Em ciclos de alta/baixa, “rendimentos on-chain” podem ser mais sustentáveis que “prêmios de narrativa” — mas atenção:
    • As fontes de rendimento são sustentáveis? Dependem de subsídios ou alavancagem de alto risco?
  • Para RWA, atenção redobrada:
    • Há emissão regulada, direitos de crédito/participação bem definidos?
    • É só “registro” ou já “liquidação” real?
    • Como funciona a liquidação, resgate e proteção contra falências?

3.3 Cadeias: multichain persistente, mas “L2 mais concentrado”, usando Disruption Factor para avaliar “penetração real”

Resumo do PANews introduz um conceito novo: Disruption Factor (DF), que mede o grau de integração de projetos no mundo real e na adoção por usuários mainstream, com uma pontuação preliminar para 13 L2 — Arbitrum One e Base lideram[^panews]. O newsletter da Messari também reforça a discussão sobre mudanças em L1/L2 e “quem vai liderar”[^messari_podcast].

Como o investidor de varejo pode aplicar:

  • Não trate “L2” como um setor de média de índice.
  • A ideia do DF é que os vencedores serão mais concentrados (liquidez, desenvolvedores, distribuição, conformidade, parcerias institucionais, entrada de usuários finais).
  • Perguntas-chave (autoavaliação simplificada):
    1. Quem são os usuários reais? (Varejo, instituições, empresas, devs?)
    2. Quais canais de distribuição? (Exchanges, wallets, apps, pagamentos, bancos?)
    3. Como se distribuem taxas e valor? (Ordenação, MEV, taxas, recompra/dividendo)
    4. Quanto custa migrar para eles? (Ecossistema, contas, conformidade, liquidez)
    5. A regulação está facilitando ou dificultando?

3.4 DeFi: do AMM passivo para CLOB/market-making ativo, empréstimos modulares e “DeFi banks”

Resumos do PANews apontam:

  • CLOB e market-making ativo substituem AMMs passivos na DEX.
  • Protocolos de empréstimo modular podem superar plataformas “all-in-one”.
  • Perps de ações (equity perps) podem ganhar destaque.
  • Stablecoins de rendimento podem se consolidar como ativos de garantia principais.
  • DeFi banks que integram poupança, pagamentos e empréstimos emergem[^panews].
  • Messari também discute temas como equity perps, bancos DeFi e mercados preditivos[^messari_podcast].

Como o investidor de varejo pode usar:

  • Ganhos extras de DeFi vêm de taxas, spreads, liquidações, e reprecificação após maior clareza de direitos.
  • Focar em três frentes principais:
    1. Melhoria na estrutura de negociação: CLOB, market-making, agregação de liquidez cross-chain
    2. Segurança na expansão de crédito: empréstimos modulares, isolamento de risco, mecanismos de liquidação
    3. Rendimentos: stablecoins de rendimento, transmissão de taxas do mundo real (com atenção aos riscos)

3.5 AI: redes de computação e dados descentralizados podem gerar “receita real”, agentes de IA impulsionando comércio autônomo

PANews destaca: demanda explosiva por computação + modelos open source criam novas fontes de receita para redes descentralizadas; DeAI e laboratórios de dados podem ganhar vantagem em cenários específicos; agentes de IA colaborativos podem integrar DeAI na experiência do usuário, desafiando aplicações tradicionais[^panews]. Messari reforça a tendência de combinar stablecoins com agentic commerce[^messari_podcast].

Como o investidor de varejo pode aplicar:

  • AI×Crypto é uma narrativa forte, mas cuidado com armadilhas:
    • “Tokens ligados a AI” não são necessariamente produtos de computação ou dados cobríveis.
  • Avalie se há clientes pagantes ou uso real, custos sustentáveis (hardware, banda, subsídios), e se o token captura valor (taxas, staking, oferta disciplinada).

3.6 DePIN: de subsídios a receitas sustentáveis, DePAI e InfraFi podem ser novos ramos

Resumo do PANews:

  • Redes DePIN verticalizadas tendem a gerar receitas sustentáveis.
  • DePAI (protocolos de coleta de dados) podem avançar com dados reais escassos.
  • InfraFi usa capital on-chain para financiar infraestrutura emergente.
  • Regulação mais clara acelera participação corporativa[^panews].

Como o investidor de varejo pode aplicar:

  • DePIN é mais “ativo/operacional” do que “storytelling na blockchain”.
  • Foque na economia unitária: custos de equipamentos, operação, taxas, retorno do investimento.
  • Para projetos de “mineração” com subsídios, pergunte: o que sobra se os subsídios pararem?

3.7 Apps de consumo: valor passa de “blockchain” para “aplicações”, mercados preditivos e social finance rompem barreiras

PANews aponta que:

  • Valor de captura migra para aplicações, criando uma “economia de aplicações”.
  • Mercados preditivos evoluem para uso contínuo.
  • Social finance e RWA não convencionais (ex: tokenização de colecionáveis) entram na pauta[^panews].
  • BlockTempo cita Polymarket, pump.fun e outros como exemplos de aplicações populares[^blocktempo].

Como o investidor de varejo pode usar:

  • O sucesso depende de distribuição, retenção e conformidade.
  • Riscos:
    • Migração rápida de usuários para novas apps
    • Mudanças regulatórias imprevisíveis
    • Token com direitos fracos, avaliação mais parecida com “opções” ou “growth stocks”

4. Variáveis de maior impacto na mudança de mercado até 2026: “5 fatores de transformação”

Com base nos principais pontos da Messari e análises de fontes diversas, os fatores mais relevantes para o futuro são:

  1. Regulação de stablecoins e entrada de grandes players (disputa por rails de pagamento)
  2. RWA/tokenização evoluindo de piloto para produção em escala
  3. Direitos de tokens e melhorias na transparência de disclosure
  4. Concentração de vencedores em L2 + avaliação do Disruption Factor
  5. Rendimento e ativos de fluxo de caixa (stablecoins de rendimento, bancos DeFi, fontes exógenas) — impacto na retenção de capital em bear market

5. Lista prática para o investidor: transformar as teses em seu framework de análise

5.1 Hierarquia de ativos: não trate todos os tokens como iguais

Camada Características principais Perguntas-chave
Ancoragem macro (Macro) Narrativa forte, liquidez alta Mudanças macro e regulatórias reforçam?
Sistema financeiro/ liquidação Uso variado, valor de captura complexo Crescimento de uso vira retorno de ativo?
DeFi (linguagem financeira) Taxas, spreads, liquidação, market-making Rendimento real, risco controlado?
Rede de produção (AI/DePIN) Custos de oferta, clientes reais Existe demanda cobrível?
Aplicações de consumo Distribuição e retenção são decisivos Consegue atravessar a curva de adoção e reter?

Essa hierarquia corresponde às “sete grandes áreas” da Messari, servindo de ponto de entrada para pesquisa.

5.2 Indicadores e painel de monitoramento (exemplo: Notion ou planilha)

  • Stablecoins: variação de supply, progresso regulatório, penetração em pagamentos
  • RWA: títulos públicos/tokenized funds, volume emitido, transparência de resgates/liquidações
  • L2/L1: endereços ativos, taxas, receita, MEV, TVL, desenvolvedores
  • DeFi: taxas de transação, spreads de empréstimo, escala de liquidações, inadimplência, estrutura de garantia
  • AI/DePIN: uso, clientes pagantes, custos de operação, subsídios, retorno do investimento
  • Apps de consumo: DAU, retenção, eventos regulatórios, canais de distribuição

5.3 Riscos a observar (2026 pode parecer mais “seguro”, mas mais escondido)

  • Armadilhas de avaliação: avaliações infladas por “prêmio de narrativa” sem crescimento de fundamentos
  • Diluição: desbloqueios e aumentos de oferta que diluem valor real
  • Rendimento insustentável: altos APYs derivados de alavancagem, subsídios ou arbitragem insustentável
  • Regulação: mudanças na regulação de stablecoins, mercados preditivos, RWA
  • Liquidez: baixa profundidade, risco de “picos” ou “zeramento” em mercados extremos

6. Como aprofundar a leitura do relatório original

  1. Acesse o site da Messari, localize a página do relatório “The Crypto Theses 2026” e registre-se para leitura (título e data podem ser buscados publicamente).
  2. Combine com as discussões do “Unqualified Opinions” da Messari sobre as “Teses 2026” para entender as principais mudanças estruturais e pontos de controvérsia.
  3. Use o painel de indicadores do item 5 para verificar quais tendências são observáveis, sustentáveis e passíveis de precificação.
BTC2,95%
ETH4,37%
ZEC4,68%
RWA-0,89%
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