Irão afirma que as negociações entre Irã e EUA são muito sérias e aprofundadas, os meios de comunicação americanos dizem que os EUA fizeram exigências duras, e que Trump tem diferenças evidentes com o exército

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As negociações nucleares entre Irã e EUA em Genebra entram numa fase crucial, com posições significativamente divergentes. O Irã afirma que as negociações são “muito aprofundadas e sérias”, mas os EUA mantêm uma postura firme, evidenciando uma clara lacuna entre suas posições centrais.

Na quinta-feira, 26 de abril, os EUA e o Irã realizaram a terceira rodada de negociações em Genebra, Suíça, que foi suspensa após cerca de três horas. Segundo a CCTV News, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Bagheri, afirmou que esta rodada foi “muito aprofundada” e que as delegações continuarão as negociações às 17h30, horário de Genebra. “As partes apresentaram sugestões muito importantes e viáveis na área nuclear e para o levantamento de sanções, e avançaram seriamente nas discussões.”

Bagheri declarou através da mídia estatal iraniana que as negociações são “muito sérias” e que “espera-se que continuem de forma pragmática na noite de hoje para discutir o levantamento de sanções e a questão nuclear.”

Ele não revelou detalhes específicos do conteúdo das conversas, mas afirmou que a delegação iraniana está “confiante” e que “devemos continuar a trabalhar e aguardar os resultados”. Ele acrescentou: “As declarações contraditórias de alguns meios de comunicação estrangeiros e de alguns funcionários americanos continuam a aumentar as dúvidas. Para nós, o foco está no resultado final. Mantemos nossa posição firme e coerente.”

Esta rodada é vista como um ponto-chave para um possível acordo. Segundo a Xinhua, citando meios de comunicação americanos, os EUA irão exigir condições rígidas na negociação, com grandes divergências ainda existentes. Espera-se que os EUA exijam a desmontagem das principais instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan, a transferência de todo o urânio enriquecido para os EUA e a insistência de que qualquer acordo seja “permanente”.

A CCTV também destacou que há divergências internas nos EUA quanto à possibilidade de ação militar contra o Irã.

O Irã, por sua vez, rejeitou oficialmente a ideia de desmontar instalações nucleares ou transferir reservas de urânio, reafirmando sua soberania sobre o enriquecimento de urânio e colocando o levantamento de sanções como prioridade nas negociações.

O mercado de petróleo acompanha de perto o progresso das negociações, com os futuros internacionais de petróleo caindo mais de 2% durante a sessão, quando as ações europeias atingiram mínimas diárias. O Brent caiu para US$ 69,16, uma queda de quase 2,4%, enquanto o WTI caiu para US$ 63,6, uma baixa de quase 2,8%.

Nos mercados acionários americanos, no início do dia, a TV estatal iraniana reportou que algumas negociações com os EUA são diretas, e que o Irã não permitirá a saída de urânio enriquecido do país. O petróleo acelerou a recuperação e virou para alta na abertura. No final do pregão, o Brent chegou a ultrapassar US$ 72,60, alta de quase 2,5%, e o WTI atingiu US$ 66,70, alta de quase 2%.

Irã demonstra boa-fé nas negociações, apresenta proposta completa

O Irã adotou uma postura mais proativa nesta rodada de negociações.

Segundo a Xinhua, citando a agência iraniana Mehr, o Irã enviou uma proposta de negociação aos EUA, com o objetivo de “testar na prática o compromisso dos EUA com a diplomacia”, entregue pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr. Fontes indicam que, se a Casa Branca rejeitar a proposta, isso “aumentará as dúvidas externas sobre a sinceridade dos EUA”.

Um alto funcionário iraniano revelou à mídia do Oriente Médio que a proposta inclui aspectos técnicos e práticos, com o objetivo de demonstrar que o Irã não pretende desenvolver armas nucleares. Propõe-se, sob supervisão da AIEA, reduzir as reservas de urânio a níveis de baixa concentração e congelar temporariamente as atividades de enriquecimento. O oficial afirmou que a proposta não envolve sistemas de mísseis ou projetos de defesa, e que “os princípios de enriquecimento zero permanente, desmontagem de instalações nucleares e transferência de reservas de urânio foram totalmente rejeitados.”

Segundo a CCTV, na quinta-feira, 26 de abril, o presidente iraniano, Raisi, reforçou que o Irã não desenvolverá armas nucleares. Ele afirmou que, embora Trump tenha dito que o Irã deve declarar que não possui armas nucleares, o Irã já declarou isso várias vezes. O líder supremo do Irã também se pronunciou, afirmando que o país não seguirá o caminho das armas nucleares.

Ainda na mesma data, o secretário de Defesa do Irã, Shamkhani, afirmou em redes sociais que, se o principal tema das negociações for a não construção de armas nucleares, “um acordo rápido é possível”. O ministro das Relações Exteriores, Araghchi, possui autoridade e apoio suficientes para avançar.

Representantes dos EUA sob pressão de setores mais radicais

Segundo a mídia americana, o enviado especial dos EUA, Witterkoff, e o genro de Trump, Kushner, enfrentam pressão dupla de setores radicais do governo e de membros do Congresso republicano, sendo obrigados a evitar assinar qualquer acordo que possa ser considerado “fraco”.

As principais exigências dos EUA incluem: cessar completamente o enriquecimento de urânio, desmontar as instalações de Fordow, Natanz e Isfahan, e transferir as reservas de urânio enriquecido para os EUA. Além disso, insistir que o acordo seja “permanente”, sem cláusulas de expiração.

Quanto às sanções, os EUA oferecem apenas uma redução mínima, enquanto o Irã busca alívio substancial para melhorar sua economia em crise.

O secretário de Estado, Blinken, afirmou na quarta-feira que a insistência do Irã em não discutir mísseis balísticos “é um grande problema”. O senador republicano Lindsey Graham foi mais direto, dizendo que, se os EUA permitirem que o Irã mantenha qualquer capacidade de enriquecimento, “não haverá acordo”.

Relatos indicam que a equipe de negociação americana pode estar considerando uma pequena concessão — permitir que o Irã reative o reator de Teerã para uso médico, com uma quantidade limitada de urânio de baixa concentração — embora essa concessão também enfrente forte resistência dos setores radicais.

Diplomacia e pressão militar em paralelo: mercado mantém cautela

Bader, ministro de Relações Exteriores de Omã, afirmou na quinta-feira, via redes sociais, que as partes trocaram “ideias criativas e positivas” e que estão abertas a “novas soluções criativas”, esperando “mais avanços”.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Bagheri, declarou que há confiança, mas também indicou que o processo pode precisar de mais de uma rodada. “As partes apresentaram sugestões importantes e precisam consultar suas capitais”, afirmou, sugerindo que o acordo pode exigir várias rodadas.

Segundo a TV estatal iraniana, algumas partes da rodada foram conduzidas de forma direta, com os representantes se encontrando face a face, sem intermediários omanenses, o que é visto como um sinal de avanço nas negociações. O diretor-geral da AIEA provavelmente participará das próximas rodadas.

Pressões militares e diplomáticas ocorrem simultaneamente, enquanto o mercado permanece atento

As negociações continuam sob forte pressão militar. Os EUA enviaram duas grupos de porta-aviões ao Oriente Médio e implantaram mais de 150 aeronaves em bases na Europa e no Oriente Médio, numa das maiores operações militares na região desde a Guerra do Iraque em 2003, segundo a CCTV.

Trump estabeleceu o prazo de 1 a 6 de março para o fim das negociações, ameaçando usar força militar contra o Irã se não houver acordo. A CCTV também destacou que a mídia americana revelou divergências internas na administração Trump sobre a possibilidade de ação militar.

Além disso, a环球网 informa que alguns conselheiros próximos a Trump preferem que Israel atue primeiro contra o Irã, provocando retaliações iranianas e justificando uma intervenção americana. O porta-voz da Casa Branca respondeu que “só o próprio Trump sabe o que pode ou não fazer.”

O mercado de energia acompanha de perto os desdobramentos, com atenção especial ao estreito de Hormuz. Uma interrupção no transporte de petróleo pelo estreito pode levar a uma forte alta nos preços internacionais. Desde o início do ano, o Brent já subiu mais de 16%, impulsionado principalmente pela tensão entre EUA e Irã.

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