Multiassinatura soa como super-proteção: é preciso várias chaves para transferir dinheiro. Logicamente, parece mais seguro. Mas os criptofraudadores já sabem há muito tempo como contornar isto — e o resultado é muitas vezes lamentável para as vítimas.
Como funciona
Mecânica da multiassinatura: a carteira exige 2, 3 ou mais assinaturas para autorizar uma transação. Soa fiável, certo?
Mas aqui está o truque: os burlões apresentam-se como um dos «co-proprietários» e mostram à vítima que ela pode levantar dinheiro da sua carteira. Na conta há mais de 2000 USDT! Mas — surpresa — acabou o TRX para pagar as taxas.
Isca clássica: a vítima transfere o seu TRX para a «carteira do burlão», para pagar a comissão. Depois percebe — não é possível fazer a transação, porque a carteira é multiassinada. Fica sem dinheiro, mas obrigado pela tentativa. A vítima perdeu o seu dinheiro em taxas de gás.
O que foi descrito é a versão simples. Na Tron há esquemas mais sofisticados: os ladrões adicionam-se como proprietários extra da carteira através de phishing ou fazem-se passar por suporte técnico. Depois simplesmente limpam os fundos.
Como se proteger
✓ Nunca partilhe chaves privadas ou frases-semente — nenhuma empresa pede esse dado
✓ Descarregue carteiras apenas de fontes oficiais — versões falsas são quase indistinguíveis
✓ Verifique a lista de co-proprietários — veja regularmente quem tem acesso à sua multiassinatura
✓ Remova permissões não utilizadas — acessos antigos a protocolos DeFi podem ser vulnerabilidades
✓ Carteiras físicas são sempre bem-vindas — mesmo que a multiassinatura seja comprometida, a confirmação física impede o roubo
✓ Ative o 2FA — é básico, mas funciona
✓ Acompanhe as notícias — os criptofraudadores estão sempre a inventar novos esquemas
Phishing e falsificação de identidade
A maioria dos esquemas com multiassinatura vem precisamente daqui. Passam-se por moderador, técnico ou proprietário do projeto — para se inserirem como assinantes adicionais. Depois — adeus fundos!
Conclusão
A multiassinatura realmente aumenta a segurança, mas não o torna invulnerável. Além disso, até a sua carteira «segura» pode tornar-se isco para utilizadores gananciosos que tentarão levantar fundos alheios. O cofre não permitirá — mas perderá os seus.
Moral da história: pense sempre antes de clicar em links ou transferir fundos. No mundo cripto, os doces são muitas vezes envenenados.
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A multisig não é uma solução milagrosa: como os burlões roubam criptomoedas através de carteiras “seguras”
Problema
Multiassinatura soa como super-proteção: é preciso várias chaves para transferir dinheiro. Logicamente, parece mais seguro. Mas os criptofraudadores já sabem há muito tempo como contornar isto — e o resultado é muitas vezes lamentável para as vítimas.
Como funciona
Mecânica da multiassinatura: a carteira exige 2, 3 ou mais assinaturas para autorizar uma transação. Soa fiável, certo?
Mas aqui está o truque: os burlões apresentam-se como um dos «co-proprietários» e mostram à vítima que ela pode levantar dinheiro da sua carteira. Na conta há mais de 2000 USDT! Mas — surpresa — acabou o TRX para pagar as taxas.
Isca clássica: a vítima transfere o seu TRX para a «carteira do burlão», para pagar a comissão. Depois percebe — não é possível fazer a transação, porque a carteira é multiassinada. Fica sem dinheiro, mas obrigado pela tentativa. A vítima perdeu o seu dinheiro em taxas de gás.
O que foi descrito é a versão simples. Na Tron há esquemas mais sofisticados: os ladrões adicionam-se como proprietários extra da carteira através de phishing ou fazem-se passar por suporte técnico. Depois simplesmente limpam os fundos.
Como se proteger
✓ Nunca partilhe chaves privadas ou frases-semente — nenhuma empresa pede esse dado
✓ Descarregue carteiras apenas de fontes oficiais — versões falsas são quase indistinguíveis
✓ Verifique a lista de co-proprietários — veja regularmente quem tem acesso à sua multiassinatura
✓ Remova permissões não utilizadas — acessos antigos a protocolos DeFi podem ser vulnerabilidades
✓ Carteiras físicas são sempre bem-vindas — mesmo que a multiassinatura seja comprometida, a confirmação física impede o roubo
✓ Ative o 2FA — é básico, mas funciona
✓ Acompanhe as notícias — os criptofraudadores estão sempre a inventar novos esquemas
Phishing e falsificação de identidade
A maioria dos esquemas com multiassinatura vem precisamente daqui. Passam-se por moderador, técnico ou proprietário do projeto — para se inserirem como assinantes adicionais. Depois — adeus fundos!
Conclusão
A multiassinatura realmente aumenta a segurança, mas não o torna invulnerável. Além disso, até a sua carteira «segura» pode tornar-se isco para utilizadores gananciosos que tentarão levantar fundos alheios. O cofre não permitirá — mas perderá os seus.
Moral da história: pense sempre antes de clicar em links ou transferir fundos. No mundo cripto, os doces são muitas vezes envenenados.