És frequentemente assustado com a variação do preço das criptomoedas?
Bitcoin, Ethereum e outras grandes criptomoedas têm oscilações diárias que cansam. De manhã ainda ganhas, à noite podes estar preso. Queres pagar com criptomoeda? Os comerciantes também têm medo — a volatilidade é demasiado forte, não há como definir preços. É aqui que entra a stablecoin para salvar a situação.
O que é exatamente uma stablecoin?
Simplificando, uma stablecoin é uma criptomoeda “ancorada” a um determinado ativo, cujo objetivo é manter o preço estável como uma rocha. Podes imaginar como um “estabilizador” no mundo das criptomoedas — independentemente do que o mercado faça lá fora, ela mantém-se firme.
As stablecoins normalmente estão ancoradas a três tipos de ativos:
Moeda fiduciária (dólar, euro, etc.) — a mais comum
Ativos criptográficos (como Ethereum) — suportados por tokens na blockchain
Matérias-primas (ouro, petróleo, etc.) — relativamente menos comuns
A razão de precisarmos de stablecoins é porque as criptomoedas são demasiado “indomáveis”. Os utilizadores precisam de uma medida de valor estável para poupar, transferir ou negociar, sem ficarem constantemente preocupados com as oscilações.
Quais são as principais stablecoins?
Stablecoins suportadas por moeda fiduciária (USDT, USDC) — os “líderes” do mercado
USDT (Tether) é a stablecoin mais antiga do mercado, lançada em 2014. O princípio básico é: por cada USDT emitido, há 1 dólar em dinheiro ou equivalente como reserva. Esta relação 1:1 faz do USDT o par de negociação mais líquido nas exchanges.
USDC (USD Coin) é uma novidade de 2018, que promete maior transparência e conformidade. Também segue a lógica de 1 dólar = 1 USDC, mas com diferenças na mecânica de emissão e gestão de reservas. Ambos podem ser negociados em plataformas como a Gate, e os utilizadores escolhem conforme preferência.
A maior vantagem destas stablecoins é: têm respaldo em dinheiro real, com risco relativamente baixo. A desvantagem é: precisam de confiar na entidade emissora, não sendo totalmente descentralizadas.
Stablecoins suportadas por ativos criptográficos (DAI) — “descentralizadas”
DAI é uma stablecoin emitida por um protocolo DeFi, que funciona de forma completamente diferente. Queres 1 DAI? Primeiro, precisas de bloquear pelo menos 1.5 Ethereum (ou outro ativo suportado) como garantia.
Isto é o que se chama “sobrecolateralização” — o valor da garantia deve exceder o valor da stablecoin. Assim, mesmo que o preço da moeda caia, não há medo de a stablecoin “fugir”. Por exemplo, ao bloquear Ethereum avaliado em 1500 dólares, podes gerar até 1000 DAI, deixando uma margem de segurança de 50%.
A vantagem é: totalmente descentralizado, sem risco de uma entidade central. A desvantagem é: a volatilidade da garantia pode levar a liquidações, sendo necessário monitorizar constantemente as proporções.
As stablecoins algorítmicas seguem outro caminho — não dependem de ativos reais ou criptográficos como suporte, mas sim de algoritmos puros e mecanismos de mercado para manter o preço.
UST é um exemplo desta categoria. Afirma estar ancorada ao dólar, mas sem reservas reais. A lógica de estabilidade é: através de arbitragem, o mercado regula automaticamente a oferta para manter o preço.
Soa bem na teoria, mas o que aconteceu em maio de 2022 mudou tudo — o UST colapsou completamente, caindo de 1 dólar para quase 0. Este “grande experimento” mostrou ao mercado: stablecoins puramente algorítmicas podem falhar em condições extremas, com riscos enormes. Atualmente, poucos se atrevem a usar stablecoins algorítmicas.
Porque é que as stablecoins são importantes?
Pagamentos e liquidações: Usar USDT ou USDC evita preocupações com quedas súbitas de preço, os comerciantes aceitam com confiança, e os utilizadores também ficam descansados.
Ferramenta de arbitragem: Os traders usam stablecoins para se protegerem. Quando o mercado cai, podem trocar rapidamente por stablecoins para proteger os ativos.
Transferências entre blockchains: Stablecoins podem circular por várias blockchains (Ethereum, Solana, Polygon, etc.), sendo muito mais rápidas e baratas do que transferir moeda fiduciária.
Infraestrutura DeFi: Empréstimos, mineração de liquidez e outros serviços dependem de stablecoins. Sem elas, o DeFi não funciona.
Qual stablecoin escolher?
Não há resposta definitiva, depende das tuas necessidades:
Procuras segurança? USDT ou USDC são as melhores opções, com respaldo em ativos reais.
Queres maior transparência? USDC é mais regulada, com relatórios de auditoria mais detalhados.
Para DeFi ou empréstimos? DAI oferece uma opção totalmente descentralizada, mas aceita o risco de volatilidade da garantia.
Stablecoins algorítmicas? Atualmente, não as recomendamos. O colapso do UST já mostrou os riscos.
As stablecoins resolveram o maior problema do mundo das criptomoedas — a instabilidade de preços. Elas trouxeram uma “âncora” ao mercado, incentivando mais pessoas a entrarem neste universo. Da próxima vez que vires USDT, USDC ou DAI, já vais entender a lógica por trás delas.
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O que são stablecoins? A " âncora " do mercado de criptomoedas
És frequentemente assustado com a variação do preço das criptomoedas?
Bitcoin, Ethereum e outras grandes criptomoedas têm oscilações diárias que cansam. De manhã ainda ganhas, à noite podes estar preso. Queres pagar com criptomoeda? Os comerciantes também têm medo — a volatilidade é demasiado forte, não há como definir preços. É aqui que entra a stablecoin para salvar a situação.
O que é exatamente uma stablecoin?
Simplificando, uma stablecoin é uma criptomoeda “ancorada” a um determinado ativo, cujo objetivo é manter o preço estável como uma rocha. Podes imaginar como um “estabilizador” no mundo das criptomoedas — independentemente do que o mercado faça lá fora, ela mantém-se firme.
As stablecoins normalmente estão ancoradas a três tipos de ativos:
Moeda fiduciária (dólar, euro, etc.) — a mais comum
Ativos criptográficos (como Ethereum) — suportados por tokens na blockchain
Matérias-primas (ouro, petróleo, etc.) — relativamente menos comuns
A razão de precisarmos de stablecoins é porque as criptomoedas são demasiado “indomáveis”. Os utilizadores precisam de uma medida de valor estável para poupar, transferir ou negociar, sem ficarem constantemente preocupados com as oscilações.
Quais são as principais stablecoins?
Stablecoins suportadas por moeda fiduciária (USDT, USDC) — os “líderes” do mercado
USDT (Tether) é a stablecoin mais antiga do mercado, lançada em 2014. O princípio básico é: por cada USDT emitido, há 1 dólar em dinheiro ou equivalente como reserva. Esta relação 1:1 faz do USDT o par de negociação mais líquido nas exchanges.
USDC (USD Coin) é uma novidade de 2018, que promete maior transparência e conformidade. Também segue a lógica de 1 dólar = 1 USDC, mas com diferenças na mecânica de emissão e gestão de reservas. Ambos podem ser negociados em plataformas como a Gate, e os utilizadores escolhem conforme preferência.
A maior vantagem destas stablecoins é: têm respaldo em dinheiro real, com risco relativamente baixo. A desvantagem é: precisam de confiar na entidade emissora, não sendo totalmente descentralizadas.
Stablecoins suportadas por ativos criptográficos (DAI) — “descentralizadas”
DAI é uma stablecoin emitida por um protocolo DeFi, que funciona de forma completamente diferente. Queres 1 DAI? Primeiro, precisas de bloquear pelo menos 1.5 Ethereum (ou outro ativo suportado) como garantia.
Isto é o que se chama “sobrecolateralização” — o valor da garantia deve exceder o valor da stablecoin. Assim, mesmo que o preço da moeda caia, não há medo de a stablecoin “fugir”. Por exemplo, ao bloquear Ethereum avaliado em 1500 dólares, podes gerar até 1000 DAI, deixando uma margem de segurança de 50%.
A vantagem é: totalmente descentralizado, sem risco de uma entidade central. A desvantagem é: a volatilidade da garantia pode levar a liquidações, sendo necessário monitorizar constantemente as proporções.
Stablecoins algorítmicas (UST) — Sonho bonito, realidade dura
As stablecoins algorítmicas seguem outro caminho — não dependem de ativos reais ou criptográficos como suporte, mas sim de algoritmos puros e mecanismos de mercado para manter o preço.
UST é um exemplo desta categoria. Afirma estar ancorada ao dólar, mas sem reservas reais. A lógica de estabilidade é: através de arbitragem, o mercado regula automaticamente a oferta para manter o preço.
Soa bem na teoria, mas o que aconteceu em maio de 2022 mudou tudo — o UST colapsou completamente, caindo de 1 dólar para quase 0. Este “grande experimento” mostrou ao mercado: stablecoins puramente algorítmicas podem falhar em condições extremas, com riscos enormes. Atualmente, poucos se atrevem a usar stablecoins algorítmicas.
Porque é que as stablecoins são importantes?
Pagamentos e liquidações: Usar USDT ou USDC evita preocupações com quedas súbitas de preço, os comerciantes aceitam com confiança, e os utilizadores também ficam descansados.
Ferramenta de arbitragem: Os traders usam stablecoins para se protegerem. Quando o mercado cai, podem trocar rapidamente por stablecoins para proteger os ativos.
Transferências entre blockchains: Stablecoins podem circular por várias blockchains (Ethereum, Solana, Polygon, etc.), sendo muito mais rápidas e baratas do que transferir moeda fiduciária.
Infraestrutura DeFi: Empréstimos, mineração de liquidez e outros serviços dependem de stablecoins. Sem elas, o DeFi não funciona.
Qual stablecoin escolher?
Não há resposta definitiva, depende das tuas necessidades:
As stablecoins resolveram o maior problema do mundo das criptomoedas — a instabilidade de preços. Elas trouxeram uma “âncora” ao mercado, incentivando mais pessoas a entrarem neste universo. Da próxima vez que vires USDT, USDC ou DAI, já vais entender a lógica por trás delas.