A Pi Network anunciou uma conquista significativa a 16 de abril, ultrapassando a marca de 10 milhões de utilizadores verificados por identidade através do seu sistema proprietário de KYC. Esta realização aproxima o projeto do requisito de lançamento da mainnet, que é de 15 milhões de contas verificadas. No entanto, apesar deste crescimento, persiste um problema fundamental: os tokens Pi continuam não negociáveis em qualquer bolsa, e os utilizadores não podem converter as suas holdings em moeda fiduciária.
A Conquista do KYC e o Seu Significado
Os 10 milhões de utilizadores verificados representam o que a Pi chama de “Pioneiros” — indivíduos que completaram a verificação de identidade através do Pi KYC, a solução nativa da plataforma que combina automação de máquinas com verificação local colaborativa. Segundo a declaração oficial da Pi Network, esta abordagem oferece uma verificação de identidade “segura, precisa e eficiente” sem depender da infraestrutura financeira tradicional.
Nicolas Kokkalis, cofundador e responsável pela tecnologia da Pi, enquadrou este marco como prova de que a indústria de blockchain pode operar de forma independente dos sistemas fiduciários estabelecidos. Ele sugeriu ainda que a estrutura de KYC da Pi poderia servir de modelo para outras aplicações Web3 que requerem verificação de identidade para a propriedade de ativos.
O caminho para o lançamento da mainnet ainda requer 5 milhões de verificações de KYC adicionais. Para além do limite de utilizadores, a Pi Network delineou outras pré-condições: 100 aplicações devem ser desenvolvidas na plataforma, a infraestrutura técnica e legal principal deve ser finalizada, e as condições de mercado devem permanecer favoráveis.
A Questão do Valor: Ceticismo de Analistas da Indústria
Apesar do crescimento de utilizadores, os críticos questionam se estas conquistas se traduzem em benefícios tangíveis para os participantes. A empresa de análise de negócios AIMultiple levantou preocupações de que a Pi Network pode, em última análise, não oferecer “valor algum aos utilizadores”, principalmente porque os tokens não podem ser trocados por dinheiro real ou transferidos entre utilizadores através de carteiras. Atualmente, os utilizadores geram Pi ao pressionar um botão diariamente dentro do ambiente fechado da aplicação.
O analista Cem Dilmegani apontou questões estruturais no modelo da Pi, caracterizando-o como semelhante a sistemas de venda direta ou marketing de afiliados. Nesse esquema, os participantes iniciais são incentivados a recrutar novos utilizadores com promessas de recompensas futuras. Dilmegani argumentou que este design serve principalmente os desenvolvedores, que monetizam a plataforma através de receitas de publicidade provenientes da sua base de utilizadores em crescimento. A equipa da Pi já introduziu anúncios em vídeo opcionais desde cedo, apoiando esta interpretação.
Dilmegani ainda especulou que lançar uma rede aberta e permitir a negociação de tokens poderia ter efeitos adversos. Se a mainnet for ativada e os tokens se tornarem negociáveis, uma venda rápida poderia desvalorizar significativamente o Pi. Isto eliminaria o incentivo para os utilizadores permanecerem ativos, minando, em última análise, o valor da plataforma para os anunciantes e prejudicando o seu propósito comercial.
A Defesa da Pi Network: Tempo, Desenvolvimento e Abordagem Inovadora
Quando contactado pelo Cointelegraph, um representante da Pi Network enfatizou a estratégia deliberada e faseada por trás do desenvolvimento do projeto. Em vez de lançar imediatamente uma rede aberta, a Pi optou por um “Período de Rede Encerrada” para permitir que as utilidades da plataforma e o processamento de KYC amadurecessem antes da descentralização total.
A equipa destacou conquistas em múltiplos domínios: a aplicação móvel de mineração, o Pi Browser como interface do ecossistema Web3, a aplicação Node, as blockchains Testnet e Mainnet, a Wallet integrada, a plataforma de desenvolvedores e a solução proprietária de KYC. Segundo o representante, este desenvolvimento de infraestrutura abrangente justifica o cronograma, e “qualquer coisa que valha a pena leva tempo e paciência.”
A implementação cautelosa reflete pressões mais amplas da indústria. Lançamentos rápidos de mainnet têm historicamente criado volatilidade e experiências de utilizador insatisfatórias. O cronograma prolongado da Pi visa construir uma base sólida antes do início do comércio público.
A Conclusão
Atingir 10 milhões de utilizadores verificados por KYC demonstra um impulso de adoção significativo para uma aplicação móvel centralizada. No entanto, a incapacidade de negociar tokens ou transferi-los entre utilizadores continua a ser uma limitação crítica. Se o lançamento da mainnet a seguir irá resolver estas questões, ou se a economia estrutural impedirá a criação de valor relevante, permanece incerto. O sucesso do projeto depende, em última análise, de oferecer utilidade real além dos incentivos de aquisição de utilizadores.
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Pi Network alcança marco de 10M de KYC: Por que os utilizadores ainda não podem negociar os seus tokens
A Pi Network anunciou uma conquista significativa a 16 de abril, ultrapassando a marca de 10 milhões de utilizadores verificados por identidade através do seu sistema proprietário de KYC. Esta realização aproxima o projeto do requisito de lançamento da mainnet, que é de 15 milhões de contas verificadas. No entanto, apesar deste crescimento, persiste um problema fundamental: os tokens Pi continuam não negociáveis em qualquer bolsa, e os utilizadores não podem converter as suas holdings em moeda fiduciária.
A Conquista do KYC e o Seu Significado
Os 10 milhões de utilizadores verificados representam o que a Pi chama de “Pioneiros” — indivíduos que completaram a verificação de identidade através do Pi KYC, a solução nativa da plataforma que combina automação de máquinas com verificação local colaborativa. Segundo a declaração oficial da Pi Network, esta abordagem oferece uma verificação de identidade “segura, precisa e eficiente” sem depender da infraestrutura financeira tradicional.
Nicolas Kokkalis, cofundador e responsável pela tecnologia da Pi, enquadrou este marco como prova de que a indústria de blockchain pode operar de forma independente dos sistemas fiduciários estabelecidos. Ele sugeriu ainda que a estrutura de KYC da Pi poderia servir de modelo para outras aplicações Web3 que requerem verificação de identidade para a propriedade de ativos.
O caminho para o lançamento da mainnet ainda requer 5 milhões de verificações de KYC adicionais. Para além do limite de utilizadores, a Pi Network delineou outras pré-condições: 100 aplicações devem ser desenvolvidas na plataforma, a infraestrutura técnica e legal principal deve ser finalizada, e as condições de mercado devem permanecer favoráveis.
A Questão do Valor: Ceticismo de Analistas da Indústria
Apesar do crescimento de utilizadores, os críticos questionam se estas conquistas se traduzem em benefícios tangíveis para os participantes. A empresa de análise de negócios AIMultiple levantou preocupações de que a Pi Network pode, em última análise, não oferecer “valor algum aos utilizadores”, principalmente porque os tokens não podem ser trocados por dinheiro real ou transferidos entre utilizadores através de carteiras. Atualmente, os utilizadores geram Pi ao pressionar um botão diariamente dentro do ambiente fechado da aplicação.
O analista Cem Dilmegani apontou questões estruturais no modelo da Pi, caracterizando-o como semelhante a sistemas de venda direta ou marketing de afiliados. Nesse esquema, os participantes iniciais são incentivados a recrutar novos utilizadores com promessas de recompensas futuras. Dilmegani argumentou que este design serve principalmente os desenvolvedores, que monetizam a plataforma através de receitas de publicidade provenientes da sua base de utilizadores em crescimento. A equipa da Pi já introduziu anúncios em vídeo opcionais desde cedo, apoiando esta interpretação.
Dilmegani ainda especulou que lançar uma rede aberta e permitir a negociação de tokens poderia ter efeitos adversos. Se a mainnet for ativada e os tokens se tornarem negociáveis, uma venda rápida poderia desvalorizar significativamente o Pi. Isto eliminaria o incentivo para os utilizadores permanecerem ativos, minando, em última análise, o valor da plataforma para os anunciantes e prejudicando o seu propósito comercial.
A Defesa da Pi Network: Tempo, Desenvolvimento e Abordagem Inovadora
Quando contactado pelo Cointelegraph, um representante da Pi Network enfatizou a estratégia deliberada e faseada por trás do desenvolvimento do projeto. Em vez de lançar imediatamente uma rede aberta, a Pi optou por um “Período de Rede Encerrada” para permitir que as utilidades da plataforma e o processamento de KYC amadurecessem antes da descentralização total.
A equipa destacou conquistas em múltiplos domínios: a aplicação móvel de mineração, o Pi Browser como interface do ecossistema Web3, a aplicação Node, as blockchains Testnet e Mainnet, a Wallet integrada, a plataforma de desenvolvedores e a solução proprietária de KYC. Segundo o representante, este desenvolvimento de infraestrutura abrangente justifica o cronograma, e “qualquer coisa que valha a pena leva tempo e paciência.”
A implementação cautelosa reflete pressões mais amplas da indústria. Lançamentos rápidos de mainnet têm historicamente criado volatilidade e experiências de utilizador insatisfatórias. O cronograma prolongado da Pi visa construir uma base sólida antes do início do comércio público.
A Conclusão
Atingir 10 milhões de utilizadores verificados por KYC demonstra um impulso de adoção significativo para uma aplicação móvel centralizada. No entanto, a incapacidade de negociar tokens ou transferi-los entre utilizadores continua a ser uma limitação crítica. Se o lançamento da mainnet a seguir irá resolver estas questões, ou se a economia estrutural impedirá a criação de valor relevante, permanece incerto. O sucesso do projeto depende, em última análise, de oferecer utilidade real além dos incentivos de aquisição de utilizadores.