A aposta tecnológica improvável do bilionário: Como Buffett se tornou o principal acionista da Amazon

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Aqui está algo que pode surpreendê-lo: Warren Buffett, o lendário investidor que outrora era famoso por rejeitar ações de tecnologia, agora detém uma participação massiva na Amazon através do seu veículo de investimento Berkshire Hathaway. A posição atual? Um total de 10 milhões de ações, avaliado em aproximadamente 1,8 mil milhões de dólares, tornando a Amazon a 17ª maior participação na carteira de ações cotadas em bolsa da Berkshire.

De cético em tecnologia a touro da Amazon

Rebobinando para o final dos anos 1990. Buffett era o símbolo do ceticismo em relação às ações de tecnologia. Durante a febre das dot-com, alertou publicamente que a maioria das startups de internet não sobreviveria. Isso não foi apenas barulho—suas preocupações supostamente influenciaram até Jeff Bezos, fundador da Amazon, levando o jovem empreendedor a reestruturar fundamentalmente a operação da Amazon para provar os céticos errados.

Avançando mais de duas décadas, a narrativa mudou completamente. A Amazon transformou-se numa potência com capitalização de mercado de 2,1 trilhões de dólares, e Buffett ele próprio evoluiu de crítico de tecnologia a investidor em tecnologia.

O investimento que ninguém esperava

Aqui está a reviravolta: Berkshire Hathaway começou a acumular ações da Amazon no início de 2019, e Buffett admitiu publicamente que nem sequer foi uma decisão sua direta. Um dos seus gestores de carteira—seja Todd Combs ou Ted Weschler—iniciou o investimento. Como de costume, Buffett brincou que tinha sido “um idiota” por não ter feito o movimento ele próprio.

Desde essa entrada inicial, as contas têm funcionado lindamente. O investimento original de $860 milhões mais do que dobrou de valor, agora avaliado em 1,8 mil milhões de dólares. Esta participação representa 0,1% do total de ações em circulação da Amazon.

Jogando com inteligência nas saídas

Embora o grupo de Buffett tenha, em geral, mantido uma posição firme na Amazon, eles não foram ideólogos rígidos. No verão passado, a Berkshire reduziu sua posição em 550.000 ações, demonstrando disposição para reequilibrar quando as condições assim o exigem. A maior parte dos ganhos veio da valorização do preço das ações, e não de aquisições agressivas.

A parceria Buffett-Amazon representa mais do que uma negociação bem-sucedida—simboliza como até os investidores mais convictos adaptam sua tese quando as evidências assim o exigem. De alertar sobre a queda da tecnologia a tornar-se um acionista importante, a história da Amazon de Buffett é uma aula magistral de flexibilidade intelectual.

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