Em 27 de novembro, o Senado australiano deu um golpe decisivo nos esforços de reforma da cannabis, votando 24 a 13 contra o Projeto de Legalização da Cannabis 2023. Embora todos os 11 senadores do Partido Verde tenham apoiado a proposta de legalização da droga—juntamente com os independentes Lidia Thorpe e Tammy Tyrrell—a oposição combinada dos partidos Trabalhista e da Coalizão garantiu o seu fracasso.
A Proposta de Política: O Que Estava em Discussão?
O projeto representava a primeira tentativa federal da Austrália de reformar a cannabis recreativa. Sob o esquema proposto, uma Agência Nacional de Cannabis da Austrália (CANA) teria supervisionado a fabricação, distribuição e regulamentação. Adultos com mais de 18 anos poderiam cultivar até seis plantas por residência e possuir 50 gramas de cannabis, com cafés de cannabis aprovados para consumo social. A estrutura foi inspirada nas regulamentações existentes de álcool e tabaco, enfatizando a redução de danos em vez da proibição.
A legislação incluía salvaguardas rigorosas: produtos cultivados em casa não chegariam aos mercados comerciais, fornecer cannabis a menores de forma consciente se tornaria crime, e a CANA obrigaria requisitos de rotulagem. A exclusão de gigantes farmacêuticos e corporações de álcool visava evitar a captura corporativa da emergente indústria da cannabis.
Por Que o Senador Verde David Shoebridge Empurrou o Projeto
Shoebridge enquadrou a votação como uma escolha entre progresso e políticas de drogas ultrapassadas. “Estamos ouvindo de eleitores que usam cannabis para ansiedade, controle da dor e recreação—muitos incapazes de acessar caminhos medicinais caros”, explicou durante a sessão do Senado. O argumento central: regulamentação legal supera a proibição em segurança do consumidor e acessibilidade médica.
O senador dos Verdes Whish-Wilson destacou as evidências internacionais. “A guerra às drogas falhou”, disse ele à câmara. “Precisamos de legalização combinada com serviços de minimização de danos, educação adequada e distanciamento de alternativas sintéticas.” A estrutura de legalização da cannabis proposta foi desenhada para abordar essas preocupações de forma sistemática.
Contra-argumentos da Coalizão e do Trabalhismo
O senador da oposição Don Farrell descartou a iniciativa como “uma manobra política”, argumentando que a legislação sobre cannabis cai sob jurisdição estadual e territorial, não sob autoridade federal. O relatório de maio do Comitê de Assuntos Legais e Constitucionais do Senado já tinha recomendado rejeição com base em fundamentos constitucionais semelhantes—uma posição que acabou se mostrando decisiva.
O Que Vem a Seguir para a Reforma da Cannabis na Austrália?
Os Verdes sinalizaram que esta não será a última tentativa de legalização da cannabis. Com atitudes públicas cada vez mais favoráveis à descriminalização, e a cannabis medicinal já operando na Austrália, o cenário político continua mudando. O bloqueio de 13 votos demonstra um apoio crescente, mesmo que não tenha sido suficiente desta vez.
A política de cannabis da Austrália permanece fragmentada, com os estados experimentando de forma independente enquanto a legalização em nível federal ainda está fora de questão por enquanto.
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Impulso de legalização da cannabis na Austrália estagnado: o que a votação no Senado revela sobre a política de cannabis na Austrália
Em 27 de novembro, o Senado australiano deu um golpe decisivo nos esforços de reforma da cannabis, votando 24 a 13 contra o Projeto de Legalização da Cannabis 2023. Embora todos os 11 senadores do Partido Verde tenham apoiado a proposta de legalização da droga—juntamente com os independentes Lidia Thorpe e Tammy Tyrrell—a oposição combinada dos partidos Trabalhista e da Coalizão garantiu o seu fracasso.
A Proposta de Política: O Que Estava em Discussão?
O projeto representava a primeira tentativa federal da Austrália de reformar a cannabis recreativa. Sob o esquema proposto, uma Agência Nacional de Cannabis da Austrália (CANA) teria supervisionado a fabricação, distribuição e regulamentação. Adultos com mais de 18 anos poderiam cultivar até seis plantas por residência e possuir 50 gramas de cannabis, com cafés de cannabis aprovados para consumo social. A estrutura foi inspirada nas regulamentações existentes de álcool e tabaco, enfatizando a redução de danos em vez da proibição.
A legislação incluía salvaguardas rigorosas: produtos cultivados em casa não chegariam aos mercados comerciais, fornecer cannabis a menores de forma consciente se tornaria crime, e a CANA obrigaria requisitos de rotulagem. A exclusão de gigantes farmacêuticos e corporações de álcool visava evitar a captura corporativa da emergente indústria da cannabis.
Por Que o Senador Verde David Shoebridge Empurrou o Projeto
Shoebridge enquadrou a votação como uma escolha entre progresso e políticas de drogas ultrapassadas. “Estamos ouvindo de eleitores que usam cannabis para ansiedade, controle da dor e recreação—muitos incapazes de acessar caminhos medicinais caros”, explicou durante a sessão do Senado. O argumento central: regulamentação legal supera a proibição em segurança do consumidor e acessibilidade médica.
O senador dos Verdes Whish-Wilson destacou as evidências internacionais. “A guerra às drogas falhou”, disse ele à câmara. “Precisamos de legalização combinada com serviços de minimização de danos, educação adequada e distanciamento de alternativas sintéticas.” A estrutura de legalização da cannabis proposta foi desenhada para abordar essas preocupações de forma sistemática.
Contra-argumentos da Coalizão e do Trabalhismo
O senador da oposição Don Farrell descartou a iniciativa como “uma manobra política”, argumentando que a legislação sobre cannabis cai sob jurisdição estadual e territorial, não sob autoridade federal. O relatório de maio do Comitê de Assuntos Legais e Constitucionais do Senado já tinha recomendado rejeição com base em fundamentos constitucionais semelhantes—uma posição que acabou se mostrando decisiva.
O Que Vem a Seguir para a Reforma da Cannabis na Austrália?
Os Verdes sinalizaram que esta não será a última tentativa de legalização da cannabis. Com atitudes públicas cada vez mais favoráveis à descriminalização, e a cannabis medicinal já operando na Austrália, o cenário político continua mudando. O bloqueio de 13 votos demonstra um apoio crescente, mesmo que não tenha sido suficiente desta vez.
A política de cannabis da Austrália permanece fragmentada, com os estados experimentando de forma independente enquanto a legalização em nível federal ainda está fora de questão por enquanto.