A Netflix lançou discretamente algo notável que merece muito mais atenção do que está a receber. Long Story Short, uma série animada do criador Raphael Bob-Waksberg—a mente por trás de BoJack Horseman—chegou a 22 de agosto com uma receção enigmática: aclamação crítica universal (100% no Rotten Tomatoes de múltiplos revisores), mas sem qualquer impulso na lista dos 10 mais da Netflix.
Essa desconexão diz-lhe algo importante sobre o panorama atual do streaming.
Uma Melhor Primeira Temporada do que BoJack?
Cinco anos após o encerramento de BoJack Horseman, Bob-Waksberg entregou o que pode realmente superar a sua série de estreia logo à partida. O programa funciona numa tonalidade completamente diferente. Onde BoJack apostava na escuridão, na crudeza e no medo existencial, Long Story Short opta pela contenção—sensibilidade TV-14, linguagem mínima, zero conteúdo gráfico. Essa acessibilidade na verdade fortalece, em vez de enfraquecer, a comédia.
O formato em si é engenhoso: uma saga familiar que atravessa décadas sem ordem cronológica. Encontras os mesmos personagens em fases de vida extremamente diferentes (idades 5 até à meia-idade), montando os seus arcos à medida que a narrativa se desenrola. É uma estrutura que obriga ao envolvimento em vez de uma simples consumição passiva.
Quando uma Série Realmente Te Faz Rir
A fadiga do streaming é real. A maioria das comédias situa-se entre “ligeiramente divertida” e “ruído de fundo”, mas Long Story Short rompe esse limite com risadas genuínas e incontroláveis—o tipo que parecia raro até durante a exibição de BoJack. Em mais de dez episódios de 25 minutos, a série oferece o que parece ser uma aula magistral de timing cómico, sem depender de choque ou sensacionalismo.
O Elenco de Vozs Leva a Série
Ben Feldman (de Veep) lidera o elenco, apoiado por Max Greenberg, que faz uma imitação do melhor Tony Hale. Mas a revelação é Lisa Edelstein (House), que dá voz à matriarca da família. A sua atuação destaca-se como possivelmente o elemento mais forte da série—nuanced, divertida e comovente na medida certa.
Por Que Ninguém Está Falando Disso?
Aqui está o mistério: apesar das pontuações críticas quase perfeitas, Long Story Short não entrou na conversa cultural. Ninguém fala dela nas redes sociais. Desapareceu quase imediatamente após o lançamento. Considerando que BoJack manteve uma atenção sustentada, essa lacuna sugere uma falha de algoritmo ou de marketing, e não de qualidade.
Se esta série conseguir entrar nas classificações semanais da Netflix, essa conversa pode finalmente acender-se. Até lá, ela continua a ser um segredo bem guardado, que vale a pena desvendar.
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Por que o mais recente sucesso da Netflix ignora a máquina de hype: Dentro de 'Long Story Short'
A Netflix lançou discretamente algo notável que merece muito mais atenção do que está a receber. Long Story Short, uma série animada do criador Raphael Bob-Waksberg—a mente por trás de BoJack Horseman—chegou a 22 de agosto com uma receção enigmática: aclamação crítica universal (100% no Rotten Tomatoes de múltiplos revisores), mas sem qualquer impulso na lista dos 10 mais da Netflix.
Essa desconexão diz-lhe algo importante sobre o panorama atual do streaming.
Uma Melhor Primeira Temporada do que BoJack?
Cinco anos após o encerramento de BoJack Horseman, Bob-Waksberg entregou o que pode realmente superar a sua série de estreia logo à partida. O programa funciona numa tonalidade completamente diferente. Onde BoJack apostava na escuridão, na crudeza e no medo existencial, Long Story Short opta pela contenção—sensibilidade TV-14, linguagem mínima, zero conteúdo gráfico. Essa acessibilidade na verdade fortalece, em vez de enfraquecer, a comédia.
O formato em si é engenhoso: uma saga familiar que atravessa décadas sem ordem cronológica. Encontras os mesmos personagens em fases de vida extremamente diferentes (idades 5 até à meia-idade), montando os seus arcos à medida que a narrativa se desenrola. É uma estrutura que obriga ao envolvimento em vez de uma simples consumição passiva.
Quando uma Série Realmente Te Faz Rir
A fadiga do streaming é real. A maioria das comédias situa-se entre “ligeiramente divertida” e “ruído de fundo”, mas Long Story Short rompe esse limite com risadas genuínas e incontroláveis—o tipo que parecia raro até durante a exibição de BoJack. Em mais de dez episódios de 25 minutos, a série oferece o que parece ser uma aula magistral de timing cómico, sem depender de choque ou sensacionalismo.
O Elenco de Vozs Leva a Série
Ben Feldman (de Veep) lidera o elenco, apoiado por Max Greenberg, que faz uma imitação do melhor Tony Hale. Mas a revelação é Lisa Edelstein (House), que dá voz à matriarca da família. A sua atuação destaca-se como possivelmente o elemento mais forte da série—nuanced, divertida e comovente na medida certa.
Por Que Ninguém Está Falando Disso?
Aqui está o mistério: apesar das pontuações críticas quase perfeitas, Long Story Short não entrou na conversa cultural. Ninguém fala dela nas redes sociais. Desapareceu quase imediatamente após o lançamento. Considerando que BoJack manteve uma atenção sustentada, essa lacuna sugere uma falha de algoritmo ou de marketing, e não de qualidade.
Se esta série conseguir entrar nas classificações semanais da Netflix, essa conversa pode finalmente acender-se. Até lá, ela continua a ser um segredo bem guardado, que vale a pena desvendar.