O que são instrumentos derivados? Uma compreensão dos conceitos essenciais
Ao revisitar o mundo dos investimentos financeiros, encontramos ativos como ações, câmbio, commodities, índices e criptomoedas. Os instrumentos derivados são contratos financeiros que derivam desses ativos subjacentes.
Instrumentos derivados (Derivatives) são, essencialmente, contratos financeiros negociáveis cujo valor depende totalmente das variações de preço do ativo subjacente. Quando as ações, obrigações, commodities, índices ou taxas de juros flutuam, o preço dos instrumentos derivados que os acompanham também se altera.
Por exemplo, se desejar investir em 1 BTC (supondo um preço atual de 95.000 dólares), a abordagem tradicional seria comprar Bitcoin na bolsa e esperar sua valorização. Mas, através de instrumentos derivados, como contratos por diferença de Bitcoin, você precisa de uma margem de garantia menor para controlar uma exposição equivalente de Bitcoin — essa é a principal atratividade dos instrumentos derivados: com menos dinheiro, alcançar um efeito de investimento maior.
As três principais características dos instrumentos derivados
⭐ Efeito de alavancagem evidente — com uma margem de garantia pequena, é possível participar de negociações de grande volume, aumentando significativamente a flexibilidade de negociação
⭐ Mecanismo de negociação bidirecional — permite posições longas e curtas, sem necessidade de possuir o ativo real
⭐ Função de hedge (proteção) — utilizado para evitar riscos de volatilidade de mercado, além de oferecer oportunidades de lucro especulativo
Por que negociar instrumentos derivados? Três motivações principais
Hedge de risco
Muitas grandes empresas usam instrumentos derivados para evitar riscos operacionais. Por exemplo, companhias petrolíferas usam contratos futuros para fixar o preço do petróleo, importadores e exportadores usam contratos a termo para se proteger contra flutuações cambiais, e produtores agrícolas usam contratos futuros para se proteger contra quedas abruptas de preços.
Lucro especulativo
A alta alavancagem dos instrumentos derivados permite que investidores obtenham lucros elevados com pouco capital. Ao prever a tendência de preços de ativos, os especuladores podem ampliar seus retornos em curto prazo. Como só precisam de uma margem de garantia, mesmo com pouco dinheiro, podem realizar negociações de grande escala.
Oportunidades de arbitragem
No mercado de futuros, traders atentos procuram oportunidades de arbitragem com base nas relações entre os elos da cadeia produtiva. Por exemplo, quando o minério de ferro cai de preço, pode-se prever que o aço também irá diminuir, e assim aplicar estratégias de negociação correspondentes.
Vantagens e riscos dos instrumentos derivados
Vantagens
Liquidez abundante — instrumentos derivados podem ser negociados tanto em bolsas quanto no mercado de balcão, oferecendo muitas oportunidades e forte liquidez de mercado
Custos de negociação baixos — contratos futuros, opções, entre outros, geralmente têm taxas menores do que a compra direta do ativo subjacente, além de não incidirem imposto de selo
Flexibilidade de alocação — investidores podem ajustar o nível de alavancagem, o volume de negociação e o período de manutenção de posições conforme sua tolerância ao risco
Ferramentas de hedge — eficazes para proteger contra riscos de taxa de juros, câmbio, preço e outros riscos de mercado
Riscos
Alta volatilidade — preços de instrumentos derivados podem oscilar drasticamente, e em situações extremas, podem ser difíceis de avaliar com precisão
Risco de liquidação forçada — a alavancagem é uma faca de dois gumes; mudanças desfavoráveis no mercado podem levar a perdas rápidas e até à perda total do capital investido
Complexidade de mecanismos — regras e estratégias podem ser complicadas, e a falta de conhecimento especializado pode levar a erros
Risco de contraparte — especialmente no mercado de balcão, a contraparte pode não cumprir suas obrigações contratuais
As cinco categorias principais de instrumentos derivados
① Contratos futuros (Futures)
Os futuros conferem ao investidor a obrigação de comprar ou vender um ativo a um preço acordado em uma data futura.
Características:
Contratos padronizados, regulados por bolsas, facilitando a negociação centralizada
Requerem margem de garantia, potencializando ganhos e perdas
Devem ser liquidados ou fechados antes do vencimento; não podem ser mantidos indefinidamente
Os corretores de futuros podem forçar o fechamento de posições não liquidadas na data de vencimento
Atenção: próximo do vencimento, a margem de garantia tende a aumentar; investidores devem evitar manter contratos próximos do vencimento por muito tempo.
② Opções (Options)
As opções concedem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.
Características:
Ferramentas padronizadas, com contratos regulados
Requerem pagamento de prêmio, com maior alavancagem
Dividem-se em opções de compra (call) e de venda (put), podendo ser combinadas para estratégias complexas
Perdem valor rapidamente à medida que se aproxima do vencimento devido à deterioração temporal
Atenção: mecanismos de opções são complexos; na maioria das vezes, opções vencidas sem valor não geram retorno, sendo necessário realizar operações antes do vencimento para obter lucro.
③ Contratos por Diferença (CFDs)
Os CFDs permitem que investidores negociem com base na variação de preço de um ativo, sem possuir o ativo real.
Características:
Não padronizados, negociados no mercado de balcão, com contratos flexíveis
Alavancagem extremamente alta, exigindo apenas uma pequena fração do valor do contrato como margem
Sem data de vencimento, podendo manter posições indefinidamente
Permitem posições longas e curtas, com barreiras de entrada baixas
Atenção: o risco do mercado de balcão é maior; é fundamental escolher plataformas regulamentadas e confiáveis. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a saltos de preço.
④ Contratos a Termo (Forward)
Contratos a termo são acordos privados entre duas partes, que definem a compra e venda de um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.
Características:
Totalmente não padronizados, com condições ajustadas às necessidades das partes
Geralmente de longo prazo, utilizados para gestão de riscos de longo prazo
Alta flexibilidade, sem intermediários
Atenção: há risco de contraparte, pois uma das partes pode não cumprir o contrato, além de menor liquidez de mercado.
⑤ Swaps (Trocas)
Swaps são contratos em que duas partes concordam em trocar fluxos de caixa futuros sob condições acordadas.
Tipos comuns incluem swap de taxa de juros, swap de moeda e swap de commodities. Por exemplo, swap de moeda envolve troca de principal em diferentes moedas, ajudando a proteger contra riscos cambiais.
Características:
Não padronizados, negociados por negociação bilateral
Longo prazo, envolvendo trocas futuras de fluxos de caixa
Alta personalização, podendo ajustar condições conforme necessidade
Atenção: geralmente utilizados por instituições financeiras, com maior complexidade e custos, podendo requerer conformidade legal e regulatória.
Instrumentos derivados vs. negociação de ações: principais diferenças
Item
Negociação de ações
Negociação de instrumentos derivados
Ativo negociado
Ações reais
Contratos baseados no preço de ações
Capital inicial
100% em dinheiro ou 40% de financiamento
1%-10% de margem de garantia
Direção da negociação
Principalmente compra (long), venda a descoberto limitada
Pode ser tanto long quanto short, com maior flexibilidade
Flexibilidade de negociação
Limitada às regras das bolsas centralizadas
Altamente flexível, estratégias variadas
Risco
Relativamente menor
Relativamente maior
Quem deve negociar instrumentos derivados?
Empresas e produtores — companhias de petróleo, mineradoras de ouro, produtores agrícolas podem usar contratos futuros para fixar preços e evitar riscos de mercado
Fundos de hedge e gestores de ativos — utilizam instrumentos derivados para alavancar suas carteiras e proteger posições
Negociantes de curto prazo e investidores individuais — aproveitam a alavancagem para especular e aumentar lucros rapidamente
Aqueles que precisam de gestão de risco — investidores que desejam proteger exposições específicas
Onde negociar instrumentos derivados?
Bolsa de valores e mercados regulados
Corretoras e corretoras de futuros oferecem negociação de futuros, opções e outros derivados, que são contratos regulados, com regras claras e supervisão rigorosa. Contudo, geralmente possuem restrições de negociação e requisitos mínimos de volume.
Mercado de balcão (OTC)
Também conhecido como mercado de balcão, contratos são feitos diretamente entre as partes, não padronizados, com menos restrições e custos menores. Porém, há maior risco de contraparte, sendo essencial verificar a regulamentação da plataforma. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a saltos de preço.
Princípios-chave para escolher uma plataforma
Ao investir em derivados, escolha plataformas regulamentadas e confiáveis. Priorize fatores como:
Regulamentação — verifique se a plataforma possui licença de órgãos reguladores reconhecidos (como FCA, ASIC)
Custos de negociação — compare spreads, comissões, taxas overnight
Diversidade de produtos — confirme se a plataforma oferece os instrumentos e ativos que deseja negociar
Estabilidade técnica — sistema de negociação deve ser estável, rápido e suportar múltiplas formas de acesso
Proteção ao cliente — informações sobre proteção de saldo negativo, segregação de fundos e outros mecanismos de segurança
Três passos para iniciantes
Primeiro passo — defina seus objetivos de negociação: hedge ou especulação? Cada objetivo requer diferentes instrumentos derivados
Segundo passo — aprenda o básico: compreenda profundamente o instrumento que irá negociar (futuros, opções ou CFDs), incluindo seu funcionamento, riscos e custos
Terceiro passo — comece com valores pequenos: abra uma conta em uma plataforma regulamentada, pratique com fundos baixos e menor alavancagem, e vá acumulando experiência gradualmente
Resumo
Os instrumentos derivados são componentes essenciais do mercado financeiro moderno, oferecendo meios de proteção e de obtenção de lucros especulativos. Contudo, sua alta alavancagem, regras complexas e riscos de mercado exigem cautela. Antes de ingressar nesse mercado, o investidor deve entender bem as características de cada tipo de derivado, escolher plataformas regulamentadas, começar com valores baixos e ir adquirindo experiência. Instrumentos derivados não são bons ou maus por si só; o importante é se o investidor possui conhecimento suficiente e consciência de risco para utilizá-los com segurança.
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
Guia completo de instrumentos derivados: cinco categorias principais de commodities, métodos de negociação e informações sobre riscos
O que são instrumentos derivados? Uma compreensão dos conceitos essenciais
Ao revisitar o mundo dos investimentos financeiros, encontramos ativos como ações, câmbio, commodities, índices e criptomoedas. Os instrumentos derivados são contratos financeiros que derivam desses ativos subjacentes.
Instrumentos derivados (Derivatives) são, essencialmente, contratos financeiros negociáveis cujo valor depende totalmente das variações de preço do ativo subjacente. Quando as ações, obrigações, commodities, índices ou taxas de juros flutuam, o preço dos instrumentos derivados que os acompanham também se altera.
Por exemplo, se desejar investir em 1 BTC (supondo um preço atual de 95.000 dólares), a abordagem tradicional seria comprar Bitcoin na bolsa e esperar sua valorização. Mas, através de instrumentos derivados, como contratos por diferença de Bitcoin, você precisa de uma margem de garantia menor para controlar uma exposição equivalente de Bitcoin — essa é a principal atratividade dos instrumentos derivados: com menos dinheiro, alcançar um efeito de investimento maior.
As três principais características dos instrumentos derivados
⭐ Efeito de alavancagem evidente — com uma margem de garantia pequena, é possível participar de negociações de grande volume, aumentando significativamente a flexibilidade de negociação
⭐ Mecanismo de negociação bidirecional — permite posições longas e curtas, sem necessidade de possuir o ativo real
⭐ Função de hedge (proteção) — utilizado para evitar riscos de volatilidade de mercado, além de oferecer oportunidades de lucro especulativo
Por que negociar instrumentos derivados? Três motivações principais
Hedge de risco
Muitas grandes empresas usam instrumentos derivados para evitar riscos operacionais. Por exemplo, companhias petrolíferas usam contratos futuros para fixar o preço do petróleo, importadores e exportadores usam contratos a termo para se proteger contra flutuações cambiais, e produtores agrícolas usam contratos futuros para se proteger contra quedas abruptas de preços.
Lucro especulativo
A alta alavancagem dos instrumentos derivados permite que investidores obtenham lucros elevados com pouco capital. Ao prever a tendência de preços de ativos, os especuladores podem ampliar seus retornos em curto prazo. Como só precisam de uma margem de garantia, mesmo com pouco dinheiro, podem realizar negociações de grande escala.
Oportunidades de arbitragem
No mercado de futuros, traders atentos procuram oportunidades de arbitragem com base nas relações entre os elos da cadeia produtiva. Por exemplo, quando o minério de ferro cai de preço, pode-se prever que o aço também irá diminuir, e assim aplicar estratégias de negociação correspondentes.
Vantagens e riscos dos instrumentos derivados
Vantagens
Liquidez abundante — instrumentos derivados podem ser negociados tanto em bolsas quanto no mercado de balcão, oferecendo muitas oportunidades e forte liquidez de mercado
Custos de negociação baixos — contratos futuros, opções, entre outros, geralmente têm taxas menores do que a compra direta do ativo subjacente, além de não incidirem imposto de selo
Flexibilidade de alocação — investidores podem ajustar o nível de alavancagem, o volume de negociação e o período de manutenção de posições conforme sua tolerância ao risco
Ferramentas de hedge — eficazes para proteger contra riscos de taxa de juros, câmbio, preço e outros riscos de mercado
Riscos
Alta volatilidade — preços de instrumentos derivados podem oscilar drasticamente, e em situações extremas, podem ser difíceis de avaliar com precisão
Risco de liquidação forçada — a alavancagem é uma faca de dois gumes; mudanças desfavoráveis no mercado podem levar a perdas rápidas e até à perda total do capital investido
Complexidade de mecanismos — regras e estratégias podem ser complicadas, e a falta de conhecimento especializado pode levar a erros
Risco de contraparte — especialmente no mercado de balcão, a contraparte pode não cumprir suas obrigações contratuais
As cinco categorias principais de instrumentos derivados
① Contratos futuros (Futures)
Os futuros conferem ao investidor a obrigação de comprar ou vender um ativo a um preço acordado em uma data futura.
Características:
Atenção: próximo do vencimento, a margem de garantia tende a aumentar; investidores devem evitar manter contratos próximos do vencimento por muito tempo.
② Opções (Options)
As opções concedem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.
Características:
Atenção: mecanismos de opções são complexos; na maioria das vezes, opções vencidas sem valor não geram retorno, sendo necessário realizar operações antes do vencimento para obter lucro.
③ Contratos por Diferença (CFDs)
Os CFDs permitem que investidores negociem com base na variação de preço de um ativo, sem possuir o ativo real.
Características:
Atenção: o risco do mercado de balcão é maior; é fundamental escolher plataformas regulamentadas e confiáveis. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a saltos de preço.
④ Contratos a Termo (Forward)
Contratos a termo são acordos privados entre duas partes, que definem a compra e venda de um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.
Características:
Atenção: há risco de contraparte, pois uma das partes pode não cumprir o contrato, além de menor liquidez de mercado.
⑤ Swaps (Trocas)
Swaps são contratos em que duas partes concordam em trocar fluxos de caixa futuros sob condições acordadas.
Tipos comuns incluem swap de taxa de juros, swap de moeda e swap de commodities. Por exemplo, swap de moeda envolve troca de principal em diferentes moedas, ajudando a proteger contra riscos cambiais.
Características:
Atenção: geralmente utilizados por instituições financeiras, com maior complexidade e custos, podendo requerer conformidade legal e regulatória.
Instrumentos derivados vs. negociação de ações: principais diferenças
Quem deve negociar instrumentos derivados?
Empresas e produtores — companhias de petróleo, mineradoras de ouro, produtores agrícolas podem usar contratos futuros para fixar preços e evitar riscos de mercado
Fundos de hedge e gestores de ativos — utilizam instrumentos derivados para alavancar suas carteiras e proteger posições
Negociantes de curto prazo e investidores individuais — aproveitam a alavancagem para especular e aumentar lucros rapidamente
Aqueles que precisam de gestão de risco — investidores que desejam proteger exposições específicas
Onde negociar instrumentos derivados?
Bolsa de valores e mercados regulados
Corretoras e corretoras de futuros oferecem negociação de futuros, opções e outros derivados, que são contratos regulados, com regras claras e supervisão rigorosa. Contudo, geralmente possuem restrições de negociação e requisitos mínimos de volume.
Mercado de balcão (OTC)
Também conhecido como mercado de balcão, contratos são feitos diretamente entre as partes, não padronizados, com menos restrições e custos menores. Porém, há maior risco de contraparte, sendo essencial verificar a regulamentação da plataforma. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a saltos de preço.
Princípios-chave para escolher uma plataforma
Ao investir em derivados, escolha plataformas regulamentadas e confiáveis. Priorize fatores como:
Três passos para iniciantes
Primeiro passo — defina seus objetivos de negociação: hedge ou especulação? Cada objetivo requer diferentes instrumentos derivados
Segundo passo — aprenda o básico: compreenda profundamente o instrumento que irá negociar (futuros, opções ou CFDs), incluindo seu funcionamento, riscos e custos
Terceiro passo — comece com valores pequenos: abra uma conta em uma plataforma regulamentada, pratique com fundos baixos e menor alavancagem, e vá acumulando experiência gradualmente
Resumo
Os instrumentos derivados são componentes essenciais do mercado financeiro moderno, oferecendo meios de proteção e de obtenção de lucros especulativos. Contudo, sua alta alavancagem, regras complexas e riscos de mercado exigem cautela. Antes de ingressar nesse mercado, o investidor deve entender bem as características de cada tipo de derivado, escolher plataformas regulamentadas, começar com valores baixos e ir adquirindo experiência. Instrumentos derivados não são bons ou maus por si só; o importante é se o investidor possui conhecimento suficiente e consciência de risco para utilizá-los com segurança.