Guia completo de instrumentos derivados: cinco categorias principais de commodities, métodos de negociação e informações sobre riscos

O que são instrumentos derivados? Uma compreensão dos conceitos essenciais

Ao revisitar o mundo dos investimentos financeiros, encontramos ativos como ações, câmbio, commodities, índices e criptomoedas. Os instrumentos derivados são contratos financeiros que derivam desses ativos subjacentes.

Instrumentos derivados (Derivatives) são, essencialmente, contratos financeiros negociáveis cujo valor depende totalmente das variações de preço do ativo subjacente. Quando as ações, obrigações, commodities, índices ou taxas de juros flutuam, o preço dos instrumentos derivados que os acompanham também se altera.

Por exemplo, se desejar investir em 1 BTC (supondo um preço atual de 95.000 dólares), a abordagem tradicional seria comprar Bitcoin na bolsa e esperar sua valorização. Mas, através de instrumentos derivados, como contratos por diferença de Bitcoin, você precisa de uma margem de garantia menor para controlar uma exposição equivalente de Bitcoin — essa é a principal atratividade dos instrumentos derivados: com menos dinheiro, alcançar um efeito de investimento maior.

As três principais características dos instrumentos derivados

Efeito de alavancagem evidente — com uma margem de garantia pequena, é possível participar de negociações de grande volume, aumentando significativamente a flexibilidade de negociação

Mecanismo de negociação bidirecional — permite posições longas e curtas, sem necessidade de possuir o ativo real

Função de hedge (proteção) — utilizado para evitar riscos de volatilidade de mercado, além de oferecer oportunidades de lucro especulativo

Por que negociar instrumentos derivados? Três motivações principais

Hedge de risco

Muitas grandes empresas usam instrumentos derivados para evitar riscos operacionais. Por exemplo, companhias petrolíferas usam contratos futuros para fixar o preço do petróleo, importadores e exportadores usam contratos a termo para se proteger contra flutuações cambiais, e produtores agrícolas usam contratos futuros para se proteger contra quedas abruptas de preços.

Lucro especulativo

A alta alavancagem dos instrumentos derivados permite que investidores obtenham lucros elevados com pouco capital. Ao prever a tendência de preços de ativos, os especuladores podem ampliar seus retornos em curto prazo. Como só precisam de uma margem de garantia, mesmo com pouco dinheiro, podem realizar negociações de grande escala.

Oportunidades de arbitragem

No mercado de futuros, traders atentos procuram oportunidades de arbitragem com base nas relações entre os elos da cadeia produtiva. Por exemplo, quando o minério de ferro cai de preço, pode-se prever que o aço também irá diminuir, e assim aplicar estratégias de negociação correspondentes.

Vantagens e riscos dos instrumentos derivados

Vantagens

Liquidez abundante — instrumentos derivados podem ser negociados tanto em bolsas quanto no mercado de balcão, oferecendo muitas oportunidades e forte liquidez de mercado

Custos de negociação baixos — contratos futuros, opções, entre outros, geralmente têm taxas menores do que a compra direta do ativo subjacente, além de não incidirem imposto de selo

Flexibilidade de alocação — investidores podem ajustar o nível de alavancagem, o volume de negociação e o período de manutenção de posições conforme sua tolerância ao risco

Ferramentas de hedge — eficazes para proteger contra riscos de taxa de juros, câmbio, preço e outros riscos de mercado

Riscos

Alta volatilidade — preços de instrumentos derivados podem oscilar drasticamente, e em situações extremas, podem ser difíceis de avaliar com precisão

Risco de liquidação forçada — a alavancagem é uma faca de dois gumes; mudanças desfavoráveis no mercado podem levar a perdas rápidas e até à perda total do capital investido

Complexidade de mecanismos — regras e estratégias podem ser complicadas, e a falta de conhecimento especializado pode levar a erros

Risco de contraparte — especialmente no mercado de balcão, a contraparte pode não cumprir suas obrigações contratuais

As cinco categorias principais de instrumentos derivados

① Contratos futuros (Futures)

Os futuros conferem ao investidor a obrigação de comprar ou vender um ativo a um preço acordado em uma data futura.

Características:

  • Contratos padronizados, regulados por bolsas, facilitando a negociação centralizada
  • Requerem margem de garantia, potencializando ganhos e perdas
  • Devem ser liquidados ou fechados antes do vencimento; não podem ser mantidos indefinidamente
  • Os corretores de futuros podem forçar o fechamento de posições não liquidadas na data de vencimento

Atenção: próximo do vencimento, a margem de garantia tende a aumentar; investidores devem evitar manter contratos próximos do vencimento por muito tempo.

② Opções (Options)

As opções concedem ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.

Características:

  • Ferramentas padronizadas, com contratos regulados
  • Requerem pagamento de prêmio, com maior alavancagem
  • Dividem-se em opções de compra (call) e de venda (put), podendo ser combinadas para estratégias complexas
  • Perdem valor rapidamente à medida que se aproxima do vencimento devido à deterioração temporal

Atenção: mecanismos de opções são complexos; na maioria das vezes, opções vencidas sem valor não geram retorno, sendo necessário realizar operações antes do vencimento para obter lucro.

③ Contratos por Diferença (CFDs)

Os CFDs permitem que investidores negociem com base na variação de preço de um ativo, sem possuir o ativo real.

Características:

  • Não padronizados, negociados no mercado de balcão, com contratos flexíveis
  • Alavancagem extremamente alta, exigindo apenas uma pequena fração do valor do contrato como margem
  • Sem data de vencimento, podendo manter posições indefinidamente
  • Permitem posições longas e curtas, com barreiras de entrada baixas

Atenção: o risco do mercado de balcão é maior; é fundamental escolher plataformas regulamentadas e confiáveis. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a saltos de preço.

④ Contratos a Termo (Forward)

Contratos a termo são acordos privados entre duas partes, que definem a compra e venda de um ativo a um preço predeterminado em uma data futura.

Características:

  • Totalmente não padronizados, com condições ajustadas às necessidades das partes
  • Geralmente de longo prazo, utilizados para gestão de riscos de longo prazo
  • Alta flexibilidade, sem intermediários

Atenção: há risco de contraparte, pois uma das partes pode não cumprir o contrato, além de menor liquidez de mercado.

⑤ Swaps (Trocas)

Swaps são contratos em que duas partes concordam em trocar fluxos de caixa futuros sob condições acordadas.

Tipos comuns incluem swap de taxa de juros, swap de moeda e swap de commodities. Por exemplo, swap de moeda envolve troca de principal em diferentes moedas, ajudando a proteger contra riscos cambiais.

Características:

  • Não padronizados, negociados por negociação bilateral
  • Longo prazo, envolvendo trocas futuras de fluxos de caixa
  • Alta personalização, podendo ajustar condições conforme necessidade

Atenção: geralmente utilizados por instituições financeiras, com maior complexidade e custos, podendo requerer conformidade legal e regulatória.

Instrumentos derivados vs. negociação de ações: principais diferenças

Item Negociação de ações Negociação de instrumentos derivados
Ativo negociado Ações reais Contratos baseados no preço de ações
Capital inicial 100% em dinheiro ou 40% de financiamento 1%-10% de margem de garantia
Direção da negociação Principalmente compra (long), venda a descoberto limitada Pode ser tanto long quanto short, com maior flexibilidade
Flexibilidade de negociação Limitada às regras das bolsas centralizadas Altamente flexível, estratégias variadas
Risco Relativamente menor Relativamente maior

Quem deve negociar instrumentos derivados?

Empresas e produtores — companhias de petróleo, mineradoras de ouro, produtores agrícolas podem usar contratos futuros para fixar preços e evitar riscos de mercado

Fundos de hedge e gestores de ativos — utilizam instrumentos derivados para alavancar suas carteiras e proteger posições

Negociantes de curto prazo e investidores individuais — aproveitam a alavancagem para especular e aumentar lucros rapidamente

Aqueles que precisam de gestão de risco — investidores que desejam proteger exposições específicas

Onde negociar instrumentos derivados?

Bolsa de valores e mercados regulados

Corretoras e corretoras de futuros oferecem negociação de futuros, opções e outros derivados, que são contratos regulados, com regras claras e supervisão rigorosa. Contudo, geralmente possuem restrições de negociação e requisitos mínimos de volume.

Mercado de balcão (OTC)

Também conhecido como mercado de balcão, contratos são feitos diretamente entre as partes, não padronizados, com menos restrições e custos menores. Porém, há maior risco de contraparte, sendo essencial verificar a regulamentação da plataforma. Alguns ativos podem ter baixa liquidez, levando a saltos de preço.

Princípios-chave para escolher uma plataforma

Ao investir em derivados, escolha plataformas regulamentadas e confiáveis. Priorize fatores como:

  • Regulamentação — verifique se a plataforma possui licença de órgãos reguladores reconhecidos (como FCA, ASIC)
  • Custos de negociação — compare spreads, comissões, taxas overnight
  • Diversidade de produtos — confirme se a plataforma oferece os instrumentos e ativos que deseja negociar
  • Estabilidade técnica — sistema de negociação deve ser estável, rápido e suportar múltiplas formas de acesso
  • Proteção ao cliente — informações sobre proteção de saldo negativo, segregação de fundos e outros mecanismos de segurança

Três passos para iniciantes

Primeiro passo — defina seus objetivos de negociação: hedge ou especulação? Cada objetivo requer diferentes instrumentos derivados

Segundo passo — aprenda o básico: compreenda profundamente o instrumento que irá negociar (futuros, opções ou CFDs), incluindo seu funcionamento, riscos e custos

Terceiro passo — comece com valores pequenos: abra uma conta em uma plataforma regulamentada, pratique com fundos baixos e menor alavancagem, e vá acumulando experiência gradualmente

Resumo

Os instrumentos derivados são componentes essenciais do mercado financeiro moderno, oferecendo meios de proteção e de obtenção de lucros especulativos. Contudo, sua alta alavancagem, regras complexas e riscos de mercado exigem cautela. Antes de ingressar nesse mercado, o investidor deve entender bem as características de cada tipo de derivado, escolher plataformas regulamentadas, começar com valores baixos e ir adquirindo experiência. Instrumentos derivados não são bons ou maus por si só; o importante é se o investidor possui conhecimento suficiente e consciência de risco para utilizá-los com segurança.

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