Recentemente, o Federal Reserve voltou a cortar a taxa de juros em 25 pontos base, e o resultado foi bastante interessante — o Bitcoin disparou até quase 117 mil dólares, mas logo recuou. As altcoins foram ainda mais extremas, com o valor de mercado atingindo um novo pico de 1,72 triliões de dólares e depois caindo novamente. Algumas pessoas podem achar esse fenômeno sem sentido, mas na verdade há uma lógica por trás.
Resumindo, é que diferentes tamanhos de ativos cripto reagem de forma completamente diferente às políticas de afrouxamento monetário. A redução de juros, na superfície, faz os ativos de risco parecerem mais valiosos — porque o dinheiro guardado no banco não rende quase nada, então é melhor arriscar um pouco mais. Mas o problema é que o capital não entra de uma só vez, e sim em uma ordem específica.
**Para onde vai o dinheiro primeiro? Com certeza, para o Bitcoin**
Os investidores institucionais possuem uma grande quantidade de fundos que precisam ser alocados, e sua primeira escolha é o Bitcoin. Por quê? Liquidez alta, risco relativamente controlado e acesso a ETFs regulados. Só o fundo de Bitcoin de uma grande gestora tem um valor sob gestão de 51 bilhões de dólares — e isso é um conceito. O fluxo de entrada diário desse fundo chega a 1,2 bilhão de dólares. Um volume tão grande só o Bitcoin consegue suportar.
Por isso, é totalmente normal que o Bitcoin dispare primeiro — é o primeiro destino do capital institucional.
**Depois que o Bitcoin estabiliza, o dinheiro começa a ir para as altcoins**
O mais interessante é que, quando o Bitcoin começa a ficar de lado, o capital procura o próximo alvo. As altcoins se tornam a primeira opção, porque: oferecem retornos mais estimulantes, maior potencial de crescimento. Em setembro deste ano, o índice sazonal de altcoins atingiu 82, com tokens como Solana e XRP, que foram reavaliados devido à tokenização de ativos reais, atraindo uma grande quantidade de fundos.
Porém, há vários problemas nisso. O mercado de altcoins não tem tanta liquidez, e há bastante alavancagem. Em apenas duas semanas, as posições abertas em altcoins saltaram de 3 bilhões para 3,86 bilhões de dólares. Parece um mercado muito quente, mas na verdade é bastante frágil — se um grande investidor fizer uma posição vendida, os investidores que seguiram a tendência podem ser liquidados rapidamente. O resultado é uma maior volatilidade, que acaba assustando os investidores mais racionais.
**Por que isso acontece? A essência está na diferença na precificação de risco**
O Bitcoin funciona como um "âncora de liquidez" — quando o mercado está estável, todos olham para ele como referência; as altcoins, por outro lado, atuam como "amplificadores de volatilidade", e qualquer movimento no mercado faz seus preços caírem várias vezes mais do que o Bitcoin.
Esse "efeito de gangorra" não é um bug, mas sim uma consequência da precificação racional do mercado. Como o Bitcoin tem uma grande capitalização e alta aceitação, ele consegue absorver melhor os fluxos macroeconômicos; as altcoins, por não terem essa capacidade, se tornam um cassino para busca de retornos excessivos. Os investidores institucionais sabem disso, e sua estratégia é clara: primeiro, investir no Bitcoin para garantir retorno, e depois usar uma pequena parte do capital para tentar a sorte nas altcoins.
No final das contas, trata-se de um fluxo de capital ordenado — parece caótico, mas cada passo segue uma lógica econômica. Da próxima vez que você vir esse tipo de movimento, entenderá os princípios que o sustentam.
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DoomCanister
· 01-08 04:18
Efeito de gangorra, com esta explicação finalmente percebi, não é de admirar que sempre comprei a preços altos e fiquei preso na posição.
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SerumSquirrel
· 01-08 01:13
Haha Mais do mesmo de sempre BTC come carne, altcoins bebem sopa
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GasBandit
· 01-05 04:55
Ai, mais uma vez aquela tática de "comer a carne primeiro e beber a sopa depois", eu já percebi isso há muito tempo
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RooftopReserver
· 01-05 04:52
Mais uma vez, a gangorra, o BTC come a montanha de altcoins e bebe sopa, esse roteiro é repetido ano após ano...
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ILCollector
· 01-05 04:35
Ah, mais uma vez a cena familiar de "dinheiro na fila para entrar", BTC come carne enquanto as cópias bebem sopa.
Recentemente, o Federal Reserve voltou a cortar a taxa de juros em 25 pontos base, e o resultado foi bastante interessante — o Bitcoin disparou até quase 117 mil dólares, mas logo recuou. As altcoins foram ainda mais extremas, com o valor de mercado atingindo um novo pico de 1,72 triliões de dólares e depois caindo novamente. Algumas pessoas podem achar esse fenômeno sem sentido, mas na verdade há uma lógica por trás.
Resumindo, é que diferentes tamanhos de ativos cripto reagem de forma completamente diferente às políticas de afrouxamento monetário. A redução de juros, na superfície, faz os ativos de risco parecerem mais valiosos — porque o dinheiro guardado no banco não rende quase nada, então é melhor arriscar um pouco mais. Mas o problema é que o capital não entra de uma só vez, e sim em uma ordem específica.
**Para onde vai o dinheiro primeiro? Com certeza, para o Bitcoin**
Os investidores institucionais possuem uma grande quantidade de fundos que precisam ser alocados, e sua primeira escolha é o Bitcoin. Por quê? Liquidez alta, risco relativamente controlado e acesso a ETFs regulados. Só o fundo de Bitcoin de uma grande gestora tem um valor sob gestão de 51 bilhões de dólares — e isso é um conceito. O fluxo de entrada diário desse fundo chega a 1,2 bilhão de dólares. Um volume tão grande só o Bitcoin consegue suportar.
Por isso, é totalmente normal que o Bitcoin dispare primeiro — é o primeiro destino do capital institucional.
**Depois que o Bitcoin estabiliza, o dinheiro começa a ir para as altcoins**
O mais interessante é que, quando o Bitcoin começa a ficar de lado, o capital procura o próximo alvo. As altcoins se tornam a primeira opção, porque: oferecem retornos mais estimulantes, maior potencial de crescimento. Em setembro deste ano, o índice sazonal de altcoins atingiu 82, com tokens como Solana e XRP, que foram reavaliados devido à tokenização de ativos reais, atraindo uma grande quantidade de fundos.
Porém, há vários problemas nisso. O mercado de altcoins não tem tanta liquidez, e há bastante alavancagem. Em apenas duas semanas, as posições abertas em altcoins saltaram de 3 bilhões para 3,86 bilhões de dólares. Parece um mercado muito quente, mas na verdade é bastante frágil — se um grande investidor fizer uma posição vendida, os investidores que seguiram a tendência podem ser liquidados rapidamente. O resultado é uma maior volatilidade, que acaba assustando os investidores mais racionais.
**Por que isso acontece? A essência está na diferença na precificação de risco**
O Bitcoin funciona como um "âncora de liquidez" — quando o mercado está estável, todos olham para ele como referência; as altcoins, por outro lado, atuam como "amplificadores de volatilidade", e qualquer movimento no mercado faz seus preços caírem várias vezes mais do que o Bitcoin.
Esse "efeito de gangorra" não é um bug, mas sim uma consequência da precificação racional do mercado. Como o Bitcoin tem uma grande capitalização e alta aceitação, ele consegue absorver melhor os fluxos macroeconômicos; as altcoins, por não terem essa capacidade, se tornam um cassino para busca de retornos excessivos. Os investidores institucionais sabem disso, e sua estratégia é clara: primeiro, investir no Bitcoin para garantir retorno, e depois usar uma pequena parte do capital para tentar a sorte nas altcoins.
No final das contas, trata-se de um fluxo de capital ordenado — parece caótico, mas cada passo segue uma lógica econômica. Da próxima vez que você vir esse tipo de movimento, entenderá os princípios que o sustentam.