O ouro atingiu um novo recorde histórico. Agora é um bom momento para comprar ouro? Como investir em ouro com o menor custo possível

Os preços do ouro dispararam para níveis recorde, há espaço para mais altas?

Desde outubro de 2023, o preço do ouro entrou numa trajetória de alta. Em apenas dois anos, o preço subiu desde os níveis iniciais até ultrapassar os 2700 dólares em outubro de 2024, e posteriormente atingiu uma nova máxima em outubro de 2025, ultrapassando a barreira de 4200 dólares. Este movimento de subida levanta a questão: vale a pena comprar ouro agora? Ou seria melhor esperar por uma correção antes de entrar no mercado?

De acordo com dados de pesquisa da Reuters com analistas de mercado, o preço médio do ouro em 2025 pode manter-se em torno de 3400 dólares, e até 2026, espera-se que o preço médio suba para cerca de 4275 dólares. Isso significa que, a médio e longo prazo, ainda há um potencial considerável de valorização do ouro, mas a sua posição atual já está bastante elevada, e seguir comprando no pico pode envolver riscos consideráveis.

Por que os preços do ouro continuam a atingir novos máximos?

O ouro em si não gera juros, e a sua variação de preço é impulsionada fundamentalmente pelo desequilíbrio entre oferta e procura. Quando a confiança nas ativos tradicionais (como moeda fiduciária e títulos de dívida) diminui, os investidores tendem a recorrer a ativos de refúgio, como o ouro.

Primeiro, os bancos centrais globais estão a liberar liquidez de forma frequente, o poder de compra do dinheiro em espécie continua a diminuir

Desde 2020, os EUA implementaram uma política de afrouxamento quantitativo ilimitado, imprimindo uma grande quantidade de dinheiro para salvar a economia. Embora a liquidez doméstica tenha aumentado, a pressão inflacionária espalhou-se globalmente. Em 2022, o Federal Reserve começou a aumentar agressivamente as taxas de juros para conter a inflação. Essas ações levaram à desvalorização da dívida global, e a confiança dos investidores no dólar e nos títulos do Tesouro dos EUA diminuiu, levando-os a buscar ativos que preservem valor — e o ouro tornou-se a primeira escolha.

Segundo, a competição de ativos alternativos intensifica-se, mas o ouro continua a ser o principal refúgio

O crescimento de criptomoedas como o Bitcoin desviou parte do capital, com o Bitcoin ultrapassando os 100 mil dólares, e o governo Trump até incluiu-o em planos de reserva estratégica. No entanto, para investidores mais conservadores, a volatilidade do ouro é muito menor do que a do Bitcoin, oferecendo maior estabilidade, e permanece uma peça fundamental na alocação de ativos.

Terceiro, as mudanças nas regras financeiras internacionais reforçam a posição do ouro

A revisão do Acordo de Basileia redefiniu o ouro de um ativo de capital de terceira categoria para uma categoria de capital de primeira, equiparando-o a títulos do governo e dinheiro em espécie. Essa mudança incentiva os bancos globais a aumentarem suas reservas de ouro, pois a escassez do ouro e o aumento dos custos de mineração elevam seu valor de preservação, tornando-o mais atrativo do que o papel moeda em constante desvalorização.

Quando é mais vantajoso comprar ouro? A análise técnica revela a resposta

O ouro não sobe de forma contínua, e os preços tendem a oscilar dentro de uma trajetória de alta. O segredo é aproveitar as correções para entrar no mercado.

Do ponto de vista técnico, o preço do ouro ainda está numa tendência de alta. O indicador das Bandas de Bollinger mostra que o ouro oscila dentro do canal, quando o preço atinge a banda inferior, é um sinal de compra mais ideal. Isso significa que não é necessário comprar no pico, mas sim esperar com paciência até que o preço recue a níveis mais baixos para agir. Assim, é possível reduzir custos e obter melhores lucros na recuperação de preço.

Além disso, o aumento da procura por refúgio e o ambiente de política monetária acomodatícia frequentemente abrem janelas de alta para o ouro. Combinar a análise do mercado, indicadores técnicos e dados econômicos para determinar o momento de entrada é a melhor estratégia para reduzir riscos.

Comparação de ferramentas de investimento em ouro: qual tem o menor custo?

Para participar do investimento em ouro, escolher a ferramenta certa é fundamental.

Ouro físico (lingotes, joias de ouro)

Parece direto, mas as diferenças entre compra e venda são grandes, a liquidez é baixa, e há custos de armazenamento. Para investidores individuais, o valor de investimento é limitado, e não é recomendado.

Futuros e opções de ouro

Esses derivativos têm boa liquidez, mas abrir uma conta de futuros exige altos requisitos de garantia, e a eficiência do uso de capital é baixa. As opções têm retorno não linear, e a obtenção de lucros é difícil, tornando-se também pouco adequado para investidores comuns.

CFD (Contratos por Diferença) — a melhor escolha para investidores individuais

O CFD é um contrato ligado ao ouro físico, onde o investidor apenas negocia a variação do preço do ouro, sem precisar possuir o ativo físico. Essa ferramenta oferece vantagens como:

  • Negociação fácil, sem necessidade de trocar de contrato frequentemente, muito mais simples do que futuros
  • Spreads baixos e alta liquidez
  • Alavancagem flexível, geralmente de 1:10 a 1:200, permitindo que o investidor escolha de acordo com sua tolerância ao risco
  • Negociação 24 horas globalmente, sem restrições geográficas
  • Funcionalidade de stop loss e take profit, ajudando a controlar riscos de forma eficaz

Em comparação com futuros e opções, abrir uma conta de CFD é mais acessível (normalmente com US$50 para iniciar) e as comissões são menores, tornando-se a forma de investimento em ouro com menor custo.

Vale a pena comprar ouro? A resposta está nos fundamentos

Comprar ouro agora vale a pena? A resposta depende de se os fatores que impulsionam o mercado continuarão a atuar. O panorama econômico global, riscos geopolíticos, mudanças no sistema financeiro — tudo isso influencia diretamente a trajetória do ouro.

Contanto que o dólar enfrente uma crise de confiança, os bancos centrais globais continuem a liberar liquidez, e a demanda por ativos de refúgio permaneça forte, o valor de longo prazo do ouro não desaparecerá. No curto prazo, comprar em momentos de correção é uma estratégia inteligente; a longo prazo, o ouro como ferramenta de proteção na alocação de ativos é uma estratégia inquestionável.

Tanto investidores institucionais quanto indivíduos podem considerar alocar uma parte de seus recursos em ouro ou produtos relacionados, para enfrentar a incerteza do mercado e diversificar seus ativos, buscando valorização a longo prazo. O segredo é escolher as ferramentas de investimento corretas e seguir um plano, evitando seguir tendências de forma cega.

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