Como escolher entre barras de ouro e outras ferramentas de investimento em ouro? Análise completa dos riscos e retornos das 5 principais vias

Num contexto de intensificação de conflitos geopolíticos e inflação persistente, cada vez mais investidores recorrem ao ouro como ferramenta de proteção de ativos. Mas as formas de comprar ouro são variadas, desde barras físicas até contratos derivativos, cada método com custos, riscos e retornos bastante diferentes. Este artigo irá comparar aprofundadamente os diversos canais de investimento em ouro, ajudando-o a encontrar a melhor forma de adquirir barras ou investir em ouro, de acordo com o seu perfil de risco e objetivos de investimento.

Investir em ouro vale a pena? Análise das últimas tendências de mercado

O mercado do ouro passou por uma volatilidade intensa nos últimos dois anos. Entre 2022 e 2023, o preço do ouro oscilou entre 2000 dólares e 1700 dólares, influenciado principalmente por tensões geopolíticas e pela política de aumento de taxas do Federal Reserve. Em 2024, a situação virou — as expectativas de redução de juros nos EUA aumentaram, e os bancos centrais globais fizeram recordes de compras de ouro (com uma compra líquida anual de 1045 toneladas, por três anos consecutivos acima de mil toneladas), impulsionando o preço do ouro acima de 2700 dólares. Até setembro de 2025, o preço internacional do ouro já ultrapassou 3700 dólares, com previsões de que em meados de 2026 possa desafiar a marca de 4000 dólares.

No entanto, é importante entender que o preço do ouro é influenciado por múltiplos fatores, tornando difícil prever sua tendência de curto prazo com precisão. Portanto, o sucesso ao manter ouro a longo prazo depende de encontrar o momento certo de entrada, e não de comprar na alta.

De acordo com diferentes objetivos de investimento, as estratégias de investimento em ouro também devem variar:

Preservação de valor e valorização — adequado para comprar barras físicas, contas de ouro ou ETFs de ouro, focando na alocação de ativos de longo prazo.

Negociação de curto prazo — se você possui capacidade de análise de mercado e consegue suportar a volatilidade, contratos futuros de ouro e CFDs de ouro podem ampliar os lucros com alavancagem, desde que você saiba gerenciar o risco.

Comparação completa das cinco principais vias de investimento em ouro

Forma de investimento Ouro físico Conta de ouro ETF de ouro Futuros de ouro CFD de ouro
Limite de entrada Médio Médio Médio Mais alto Mais baixo
Horário de negociação Horário de bancos/joalherias Horário de bancos Horários de corretoras nacionais e internacionais 4~6 horas 24 horas
Forma de negociação Dinheiro/cartão bancário Cartão bancário Cartão bancário Margem Margem
Alavancagem Nenhuma Nenhuma Nenhuma Grande alavancagem Pequena alavancagem
Custo por operação 1%~5% 1,00% 0,25% 0,10% 0,04%
Público-alvo Preservação de valor Investidores de baixa frequência Alocação de longo prazo Negociação de curto prazo Negociação de ondas

Investimento em barras físicas: a escolha tradicional de proteção

Comprar ouro físico inclui barras, lingotes, moedas comemorativas, etc. Embora seja a forma mais direta de possuir ouro, nem sempre é a mais eficiente em termos de investimento.

O principal problema do ouro físico é que ele não gera renda — você o possui, mas não produz fluxo de caixa. Além disso, a segurança de armazenamento tem custos adicionais (cofres ou taxas de custódia bancária), a liquidez é relativamente baixa, e há o risco de “difícil venda” ou de perdas por desgaste. Além disso, joias e moedas comemorativas geralmente incluem custos de processamento, e ao vender, há taxas de transação e desgaste, que corroem o retorno.

Questões fiscais também não podem ser ignoradas — em Taiwan, transações de ouro físico acima de NT$ 50.000 devem ser declaradas como renda de comércio ocasional, tributada a uma taxa de 6% sobre o lucro líquido.

Apesar disso, barras físicas ainda têm seu valor: baixo risco, facilidade de negociação e valor emocional. Para investidores que desejam preservar valor a longo prazo e diversificar seus ativos, alocar entre 10% a 20% em ouro físico é razoável.

Para comprar barras, bancos geralmente são opções mais seguras, com qualidade garantida e custos de processamento menores. Para pequenas quantidades, joalherias podem ser consideradas, mas é fundamental verificar a pureza. O mais importante é evitar barras de ouro com design chamativo — elas costumam ter uma margem de negociação maior e não valem a pena.

Conta de ouro: conveniência do ouro em papel

A conta de ouro (ouro em papel) é uma solução intermediária — você possui o direito sobre o ouro, mas o banco é responsável pela custódia, sem precisar se preocupar com armazenamento. As compras e vendas são feitas por registros na conta, tornando o processo muito mais simples do que comprar barras físicas.

Muitos grandes bancos oferecem serviço de conta de ouro, incluindo Banco da Taiwan, China Trust, Banco First, Banco Hua Nan, entre outros. Existem três formas de compra: com NT$, com moeda estrangeira, ou a conta de ouro em duas moedas (beneficiando-se das variações cambiais e do preço do ouro).

Custos são considerados médios — independentemente do método, as taxas são similares. Comprar com NT$ implica risco cambial, enquanto comprar com moeda estrangeira envolve custos de câmbio inicial. Transações frequentes acumulam custos, por isso a conta de ouro é mais adequada para investidores de baixa frequência e de longo prazo.

Na questão fiscal, as vendas e compras de conta de ouro são consideradas transações patrimoniais, devendo ser declaradas na declaração de imposto de renda do ano seguinte. Perdas podem ser deduzidas, e se não forem totalmente compensadas naquele ano, podem ser carregadas por até 3 anos.

ETF de ouro: investimento de baixo valor

O ETF de ouro é, na essência, um fundo de índice de ouro, onde o investidor compra cotas do fundo, não ouro físico. Existem opções como o ETF de ouro de Taiwan (00635U) e ETFs de ouro dos EUA (como GLD, IAU).

Vantagens claras: custos de transação relativamente baixos (taxa de administração de 0,25%~1,15% ao ano, além de corretagem), limite de entrada acessível, alta liquidez e facilidade de compra e venda. Contudo, só permite posições longas, sem possibilidade de venda a descoberto, e há custos de gestão anuais. As negociações seguem o horário das bolsas de valores, o que pode limitar operações de curto prazo.

O ETF de ouro é especialmente indicado para iniciantes e investidores de varejo, sendo uma ferramenta ideal para alocação de longo prazo.

Futuros de ouro: alavancagem para operações de curto prazo

Os futuros de ouro são contratos cujo ativo subjacente é o ouro internacional, e o lucro ou prejuízo depende da diferença de preço entre entrada e saída. A característica principal é a negociação bidirecional — pode-se comprar ou vender a descoberto, com horários de negociação quase 24 horas no mercado internacional, e custos de manutenção relativamente baixos.

Ao pagar uma margem, o investidor pode usar alavancagem para negociar. Isso é atraente para traders de curto prazo e ondas, pois permite controlar posições grandes com pouco capital. Mas a alavancagem é uma faca de dois gumes — pode ampliar ganhos, mas também perdas.

Importante notar que os contratos de futuros têm data de vencimento. No vencimento, é necessário fazer rollover ou entrega, o que gera custos adicionais. Se mantiver posições além do vencimento, há risco de liquidação forçada.

Na questão fiscal, os ganhos com futuros de ouro não são tributados, apenas há uma taxa de transação de 0,0000025‰.

CFD de ouro: a menor barreira de entrada com alavancagem

O CFD de ouro (contrato por diferença) acompanha o preço do ouro à vista, combinando características de futuros e outros derivativos. Sua vantagem é não ter tamanho de contrato fixo, sem data de vencimento, com opções de alavancagem mais flexíveis e exigências de margem menores.

O investidor não precisa possuir ouro real, apenas analisar a tendência do preço e fazer operações de compra e venda para lucrar com a variação. A barreira de entrada é muito baixa — plataformas podem permitir negociações a partir de US$ 18, por exemplo, ideal para pequenos investidores. As taxas principais vêm do spread e de juros de manutenção de posições overnight, sendo mais transparente que futuros.

Gerenciamento de risco é fundamental — o CFD também usa alavancagem, então iniciantes devem começar com baixa alavancagem ou sem alavancagem, para ganhar experiência.

Na questão fiscal: ganhos com CFD são considerados rendimentos no exterior, e se ultrapassarem NT$ 1 milhão por ano, devem ser incluídos na base de cálculo do imposto de renda.

Futuros vs CFD: as duas principais ferramentas de curto prazo, diferenças essenciais

Dimensão de comparação Futuros de ouro CFD de ouro
Tamanho do contrato Padrão fixo Sem tamanho fixo, mais flexível
Data de vencimento Com vencimento Sem vencimento
Custos de negociação Taxa + imposto de transação Spread e juros de overnight
Requisito de capital Relativamente alto Muito baixo
Horário de negociação 4~6 horas (Taiwan) 24 horas
Público-alvo Investidores com capital suficiente para curto prazo Pequenos investidores de ondas

Como escolher a forma de investir em ouro?

Se o objetivo é preservação de valor e valorização de longo prazo, prefira barras físicas (com poder de compra suficiente), conta de ouro (para pequenas quantias) ou ETFs de ouro (mais conveniente). O foco deve estar em encontrar o momento de entrada adequado, sem perseguir altas irracionais.

Se deseja lucrar com operações de curto prazo, é necessário ter capacidade de análise de mercado e controle de risco. Futuros de ouro e CFDs são opções viáveis, mas é importante entender a dualidade da alavancagem — ela pode ampliar ganhos, mas também perdas. Para iniciantes, recomenda-se começar com pequenas quantias em ambientes de simulação, ganhando experiência antes de operar com dinheiro real.

Por que o ouro continua sendo uma escolha popular de investimento a longo prazo?

O ouro é considerado um ativo de proteção universal por várias razões fundamentais:

Produto de preservação de valor reconhecido globalmente — com mais de 5000 anos de circulação, o ouro consolidou-se como uma ferramenta universal de armazenamento de valor.

Ferramenta de hedge contra riscos sistêmicos — sempre que há inflação, desvalorização monetária ou aumento de tensões geopolíticas, o ouro atua como porto seguro. Após o conflito Rússia-Ucrânia em 2022, o preço do ouro subiu rapidamente para 2069 dólares; recentemente, atingiu novos picos acima de 3700 dólares, impulsionado por compras de bancos centrais e aumento de riscos globais.

Consenso de investidores institucionais — quase todas as grandes instituições recomendam alocar pelo menos 10% em ouro, não por oferecer altos retornos, mas por proporcionar sensação de segurança e resistência a riscos.

Liquidez e transparência de mercado — o mercado internacional de ouro é grande, com longa história de negociações, muitos participantes e preços difíceis de manipular, refletindo rapidamente eventos econômicos relevantes, tornando-se também uma escolha popular para traders de curto prazo.

Em suma, seja como alocação de ativos de longo prazo ou ferramenta de curto prazo, o ouro merece atenção dos investidores. A chave está em escolher a forma de investimento que melhor se encaixa no seu capital, perfil de risco e capacidade de negociação.

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