🟠 Cuba aceita negociações com os EUA, movimento sensível após mais de 10 anos desde a era Obama


O Presidente Miguel Díaz‑Canel anunciou na televisão nacional que Cuba iniciou negociações com os EUA e permitirá ao FBI acesso limitado ao território cubano para apoiar a investigação de um incidente de invasão armada. Miguel também chamou isto de um "passo sensível" para o regime.
A última vez que os EUA tiveram acesso ao território cubano (de forma pública) foi durante o período de descongelamento das relações EUA-Cuba desde finais de 2014. Naquela altura, Obama e Raúl Castro anunciaram a normalização das relações após mais de 50 anos de hostilidade.
Atualmente, Cuba está a passar pela pior crise energética de várias décadas. O fornecimento de petróleo da Venezuela - o pilar que mantém o sistema elétrico e transportes - diminuiu drasticamente. Cuba está praticamente paralisada.
A presença de uma agência de segurança americana no território cubano foi sempre uma questão extremamente sensível em termos de soberania e segurança. O Presidente cubano enfrentará pressão de ambos os lados:
- Qualquer sinal de cooperação com Washington poderá ser visto pela facção conservadora dentro do sistema político cubano e países aliados como uma concessão.
- Em segundo lugar, a pressão de sobrevivência económica quando Cuba está a cair numa crise grave.
Com as fontes tradicionais de apoio a enfraqueceram, Cuba não tem muitas opções e é forçada a ceder aos EUA. Será que isto levará a um segundo cenário venezuelano?
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