A Fundação Ethereum acabou de lançar o Strawmap—basicamente um roteiro técnico detalhado para os próximos quatro anos. Justin Drake apresentou isso, e honestamente é bastante interessante porque mostra uma mudança para um cronograma de atualizações mais estruturado.



Anteriormente, o Ethereum usava uma nomenclatura um pouco confusa—Merge, Surge, Scourge, e assim por diante—sendo que o merge em si é uma grande atualização que já aconteceu (transição para Proof of Stake). Mas agora eles estão mudando para uma abordagem mais concreta e mensurável. Este Strawmap planeja cerca de sete forks de rede até o final de 2029, com foco específico em throughput, segurança e privacidade.

O que é mais interessante? Eles levam a sério o cronograma de atualizações a cada seis meses. Não mais atualizações repentinas ou imprevisíveis. Cada fork se concentrará em algumas melhorias principais—normalmente uma na camada de consenso, uma na camada de execução. Isso claramente facilita o planejamento para desenvolvedores e validadores.

As metas técnicas são bastante ambiciosas. Há o Gigagas que visa alcançar 10.000 TPS na mainnet Layer 1 através da integração zkEVM. Imagine, isso é um grande salto na capacidade atual. Como? Aproveitando provas de conhecimento zero em tempo real, a rede pode verificar cálculos complexos muito mais rápido.

Mas isso é só Layer 1. Na Layer 2, eles têm a meta de Teragas—10 milhões de TPS em todo o ecossistema de rollups. Isso será possível através de Amostragem de Disponibilidade de Dados (DAS), então a rede L2 pode verificar grandes volumes de dados sem precisar baixar tudo. Para o usuário final, isso significa taxas quase zero e dApps que funcionam tão rápido quanto sites comuns.

O aspecto de segurança também não é negligenciado. Eles estão levando a sério a transição para criptografia pós-quântica—basicamente, uma preparação para a era dos computadores quânticos que podem conseguir quebrar a criptografia padrão atual. Além disso, há planos para privacidade nativa na L1 com recursos de transferência protegida de ETH, sem precisar depender de mixers de terceiros.

O caminho até 2029 está dividido em três linhas principais: Escalar (aumentar o throughput), Melhorar UX (reduzir o tempo de finalização), e Fortalecer L1 (aumentar a segurança). Os forks iniciais como Glamsterdam e Hegotá servirão de base para objetivos mais ambiciosos.

O mais importante a lembrar: a Ethereum Foundation diz que isso é um "documento vivo", não uma previsão rígida. Há espaço para feedback da comunidade e avanços na pesquisa. Assim, esse roteiro pode evoluir com o tempo.

No geral, isso mostra que o Ethereum está muito focado em manter sua posição como a principal plataforma de contratos inteligentes, com desempenho escalável e privacidade sólida. Os próximos dois anos serão bastante interessantes de acompanhar.
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Rizalstwn27
· 5h atrás
mantapp
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GateUser-30cf7303
· 5h atrás
kerenn
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