À hora local de Taiwan, no domingo à 12:30 da madrugada, o jogo entre o Tottenham e o Brighton será uma encruzilhada fundamental para a sobrevivência do Tottenham na Premier League. Este também será o primeiro jogo em casa para o novo treinador De Zerbi, e, atualmente, a probabilidade de o Tottenham descer de divisão, segundo o mercado de previsões Polymarket, já chegou a 50%. Neste artigo, vamos analisar em profundidade as razões pelas quais o Tottenham, que foi campeão da Liga Europa, acabou por entrar na zona de despromoção e o caminho que lhe resta para escapar.
Por que é que, de campeão da Liga Europa no ano passado, este Tottenham entrou na zona de despromoção
No verão passado, o Tottenham ainda era campeão da Liga Europa, entrando na nova época com qualificação para a Liga dos Campeões e com ambição de reconstrução. Mas em abril deste ano, eles já ocupavam o 18.º lugar na tabela da Premier League, entrando oficialmente na zona de despromoção.
A queda desta época, praticamente, reuniu todos os pesadelos num só pacote. O presidente Daniel Levy apresentou a demissão, Son Heung-min deixou o clube levando consigo o “coração” da equipa, e a época inteira explodiu em uma série interminável de lesões: o guarda-redes Vicario passou por cirurgia abdominal; o capitão Romero, com a rotura de ligamento, vai falhar o resto da época; Maddison, Kulusevski e Kudus ficaram também indisponíveis sucessivamente.
A equipa ainda não tinha vencido na Premier League em 2026, somando 14 jogos sem ganhar. A última vitória na liga tinha ocorrido em 28 de dezembro de 2025, com mais de cem dias de espera. Nenhum dos três treinadores — Frank, Tudor e De Zerbi — conseguiu estancar o sangramento.
No momento, a classificação da Premier League mostra que o Tottenham tem 30 pontos, ficando a 2 pontos do West Ham, 17.º, e a 3 pontos do Nottingham Forest. E, num popular mercado de previsões, o Polymarket, a probabilidade de o Tottenham descer nesta época subiu para 48%, quase duplicando um aumento de 15 pontos percentuais mais cedo. A confiança do mercado nesta “grande equipa” do norte de Londres foi quase cortada a meio. Antes era uma “despromoção inacreditável”; agora está a tornar-se uma realidade difícil de evitar.
ESPN: um dossiê de “dados” errados que enterrou o Tottenham
A ESPN publicou esta semana uma reportagem aprofundada com um título direto e sugestivo: “Mau entendimento de dados: como criar um Tottenham que pode descer”. A reportagem aponta que a principal evidência das análises de dados no futebol é algo que toda a gente já sabe: a melhor equipa nem sempre vence todas as vezes. A diferença de “golos esperados” (xG) consegue, em qualquer momento da época, prever melhor o desempenho futuro do que pontos ou número de golos, porque mede a capacidade da equipa de continuar a criar e a dominar oportunidades de elevada qualidade, e não a sorte que determina o resultado dos golos.
O Tottenham tem uma diferença de xG na época de -15,13, enquanto a diferença real de golos sofridos e marcados é -11; a diferença entre os dois valores é quase nenhuma, mostrando que o desempenho da equipa está a ser realmente mau, e não apenas devido a azar. O sistema profissional de pontuação da Gradient Sports atribui, a cada lance de passe em cada jogo da Premier League, uma nota entre -2 e +2, com uma escala que abrange a qualidade do passe, o índice de pressão e o significado tático.
As classificações na Premier League dos cinco melhores passadores do Tottenham nesta época são as seguintes:
Cristian Romero — 19.º lugar
Mickey van de Ven — 87.º lugar
Destiny Udogie — 152.º lugar
Kevin Danso — 167.º lugar
Mohamed Kudus — 186.º lugar
Por outras palavras, esta equipa, cujo valor de mercado está classificado como o 9.º mais alto do mundo, tem apenas dois jogadores na lista dos 150 melhores passadores da Premier League. A reportagem da ESPN refere que o passe é a habilidade fundamental do futebol. As equipas da Premier League fazem, em média, 450 passes por jogo, e disparam apenas 8 remates, fazem 18 cruzamentos e 16 desarmes. O passe é a base de tudo: “Se não consegues passar, o resto não interessa.”
Então, porque é que este clube dos “Big Six”, tão forte, construiu uma equipa que não sabe passar? A reportagem dá a resposta: o “culto” a dados errados. Nos últimos anos, empresas como a SkillCorner lançaram muitos indicadores físicos, para acompanhar distâncias percorridas, número de acelerações, frequência de deslocações a alta velocidade, etc. A ESPN destaca que estes indicadores estão a ser usados em grande quantidade para “confirmar os preconceitos existentes dos olheiros”, em vez de melhorar a qualidade das decisões.
A avaliação “aptidão física” da Gradient Sports, ao combinar resistência, explosividade e velocidade, tem pontuação máxima de 100. No plantel do Tottenham, há 7 jogadores com pontuação acima de 90; destes, 5 — Wilson Odobert, Lucas Bergvall, Archie Gray, Dominic Solanke e Conor Gallagher — foram contratados ao longo do tempo depois de Johan Lange ter assumido como diretor técnico em outubro de 2023. É uma lista de reforços orientada apenas para a condição física, mas que ignora a capacidade central competitiva da Premier League.
No fim, a reportagem encerra com o grito de raiva de Billy Beane em “Moneyball” (O jogo das apostas): quando os olheiros se perdem em discutir como os jogadores são, o tipo de rabo, e se as namoradas são bonitas, Beane grita: “Reafirmo: não estamos a vender calças de cowboy!” O autor escreve que a lógica de contratações do Tottenham durante o mandato de Lange parece, pelo contrário, inverter esta questão. Eles continuam a esquecer-se de fazer a pergunta mais simples: “Ele sabe passar?”
À hora local de Taiwan, a 19 de abril à 12:30 da madrugada, o Tottenham recebe o Brighton num jogo decisivo
À hora local de Taiwan, a 19 de abril às 12:30 da madrugada, o Tottenham vai receber o Brighton no seu estádio, o Tottenham Stadium. Este é o encontro mais urgente de toda a luta pela manutenção, e também a primeira aparição caseira do Roberto De Zerbi como treinador principal do Tottenham.
O Tottenham já vai com 14 jogos sem vencer na Premier League, e a situação recente do Brighton é exatamente o oposto: três vitórias consecutivas fora de casa, quatro vitórias nos últimos cinco jogos, num momento em que atravessa a melhor forma da época. No plano das lesões, a lista de indisponibilidades do Tottenham continua a agravar-se. Na semana passada, depois de o capitão Romero ter saído mais cedo no jogo frente ao Sunderland, foi confirmado que vai falhar o resto dos jogos desta época. Vicario ainda está em recuperação de uma cirurgia à hérnia, pelo que a baliza será assegurada por Kinsky. Além disso, Maddison, Kulusevski, Odobert, Ben Davies e Kudus também estão fora há muito tempo.
O De Zerbi enfrenta, neste jogo, exatamente o Brighton pelo qual ele tinha feito história na Premier League quando jogava. No jogo anterior, o seu primeiro encontro como treinador do Tottenham terminou com uma derrota por 0-1 frente ao Sunderland, e ele também foi criticado por ter colocado tardiamente o núcleo ofensivo Xavi Simons. Durante a semana, a comunicação social reportou que ele convidou toda a equipa para jantar, na esperança de reforçar a coesão do grupo.
“Big Six” da Premier League: matematicamente, a probabilidade do Tottenham se manter
Matematicamente, a manutenção do Tottenham ainda pode existir, mas a janela está a fechar-se rapidamente. Restam seis jogos: o Tottenham vai defrontar, respetivamente, o Brighton (casa) → Wolves (fora) → Aston Villa (fora) → vs Leeds United (casa) → Chelsea (fora) → vs Everton (casa). No máximo, pode somar 18 pontos, atingindo 48 pontos.
A partida de amanhã frente ao Brighton é a primeira “mão” que decide vida ou morte. Se o Tottenham perder em casa, a diferença vai aumentar ainda mais e a moral provavelmente será atingida com um golpe devastador; se conseguir arrancar três pontos, os pontos sobem para 33, igualando ou até ultrapassando o West Ham, e o cenário muda completamente. Na mesma jornada, o Nottingham Forest recebe o Burnley em casa, enquanto o West Ham vai jogar ao terreno do Crystal Palace. Os adversários concorrentes também enfrentam testes.
Na 34.ª jornada, a 25 de abril, fora de casa frente aos Wolves. Apesar de os Wolves terem 17 pontos, fechando a tabela, o rótulo de “sem esperança de escapar, mas capaz de causar surpresa” está sempre presente. O Tottenham terá de lutar com tudo pelos 3 pontos fora de casa. Na mesma jornada, o West Ham recebe o Everton em casa; o Nottingham Forest joga fora contra um Sunderland com boa fase recente, e o adversário pode ceder pontos.
Na 35.ª jornada, a 4 de maio, fora de casa frente ao Aston Villa. O Aston Villa é uma equipa entre a parte de cima e a do meio, e o jogo fora será de dificuldade considerável para o Tottenham. Mas se vencer as duas primeiras jornadas, um empate neste encontro basta para manter a esperança. Na mesma jornada, o duelo direto Leeds United vs Burnley (5/2): se o Burnley fizer uma surpresa, alivia a pressão acima do Tottenham; se o Chelsea derrotar o Nottingham Forest, também é um resultado favorável.
Na 36.ª jornada, a 12 de maio, em casa frente ao Leeds United: um jogo de vida ou morte pela manutenção. Este é, sem dúvida, o encontro absolutamente central de toda a rota pela manutenção. Duelo direto entre as duas equipas: o vencedor melhora significativamente as perspetivas de manutenção, e o perdedor fica praticamente fora de cena. Na mesma jornada, o West Ham recebe o Arsenal em casa, com elevada probabilidade de perder pontos; o Nottingham Forest joga fora contra o Newcastle, também sob enorme pressão. Se o Tottenham vencer este encontro em casa, a iniciativa na manutenção volta para as mãos da própria equipa.
Em termos de cenário matemático, as três condições principais para o Tottenham conseguir manter-se na categoria incluem:
Vitória em casa no domingo frente ao Brighton.
Derrotar o Leeds United em casa a 12 de maio: o “jogo da final” de toda a luta pela manutenção; se perder, praticamente sai fora.
O West Ham continuar a perder sucessivamente para adversários fortes como o Arsenal e o Newcastle.
Para uma equipa que chegou à final da Liga dos Campeões em 2019 e que apenas no ano passado venceu a Liga Europa, a despromoção é um enredo dificilmente imaginável. Se o Tottenham, de facto, descer da Premier League para o Championship, é provável que perca um valor comercial de dezenas de milhões de euros.
Este artigo, o jogo-chave da Premier League entre o Tottenham e o Brighton, com a previsão da Polymarket de que a probabilidade do Tottenham descer de divisão é de 50%, aparece pela primeira vez em Cadeia de Notícias ABMedia.
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