Elon Musk afirmou recentemente que o crescente problema da dívida dos Estados Unidos pode provocar uma volatilidade acentuada no preço do Bitcoin. Atualmente, a dívida americana já ultrapassa os 38,3 biliões de dólares, aumentando significativamente a oferta monetária através de um défice anual de cerca de 2 biliões de dólares.
Esta perspetiva está alinhada com a sua ideia anterior de que “a energia é a verdadeira moeda”, sublinhando que “o Bitcoin é baseado em energia; afinal, não se pode criar energia por decreto”.
Musk salientou que o volume da dívida dos EUA ultrapassa os 38,3 biliões de dólares, sendo necessário pagar juros anuais de 1,2 biliões, um valor superior ao orçamento de defesa.
Este modelo de crescimento da dívida é insustentável, colocando o governo perante escolhas difíceis: cortar benefícios sociais, aumentar impostos ou emitir mais moeda. As duas primeiras opções enfrentam grande resistência política, enquanto a emissão de moeda pode levar à perda de poder de compra do dólar.
O poder de compra de 1 dólar em 2008 deverá valer apenas 0,73 dólares em 2025, diluindo silenciosamente as poupanças dos cidadãos. Neste contexto, a característica de escassez do Bitcoin — com um limite total de 21 milhões de unidades — torna-se ainda mais valiosa.
Apesar da volatilidade a curto prazo, o Bitcoin demonstrou uma resiliência significativa em 2025. Desde o halving de 2024 até ao presente, o seu preço já disparou mais de 129%, aproximando-se pontualmente dos 130 mil dólares.
A visão de Musk sobre o Bitcoin mudou consideravelmente. Depois de criticar o consumo energético da rede, considera agora que “a prova de trabalho é uma característica, não um defeito”. Destacou ainda que “no futuro, o conceito de moeda deixará de existir, sendo a energia a única ‘verdadeira moeda’”.
Esta perspetiva remete para uma filosofia monetária mais profunda: um Bitcoin baseado em energia poderá ser mais estável no longo prazo do que moedas fiduciárias baseadas em crédito. Fundos como ETFs de Bitcoin da BlackRock já gerem 89 mil milhões de dólares em ativos, e o fundo de pensões do Wisconsin também já entrou neste mercado.
Esta tendência não só confirma as previsões de Musk, como também indica que o Bitcoin está a passar de uma experiência marginal para o palco central das finanças tradicionais. No futuro, um Bitcoin baseado em energia poderá tornar-se uma ferramenta eficaz para combater a desvalorização monetária.
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