Notícias do Gate, a 24 de março, o CEO do BNY Mellon, Robin Vince, afirmou na cúpula de ativos digitais de Nova Iorque que a próxima fase de adoção no setor de criptomoedas dependerá das grandes instituições financeiras, que podem conectar o sistema financeiro tradicional ao ecossistema de ativos digitais. Robin Vince mencionou que o BNY Mellon já oferece serviços de custódia de ativos digitais e destacou que a tokenização é uma direção importante, incluindo a criação de uma nova categoria de cotas digitais para fundos do mercado monetário, emitidas na forma de tokens para produtos existentes. Ele também apontou que setores como empréstimos e imóveis podem beneficiar-se inicialmente da tokenização. Robin Vince enfatizou que confiança e regulamentação influenciarão a velocidade do desenvolvimento do setor, ressaltando a necessidade de um quadro regulatório claro e regras bem definidas. Ele acrescentou que a lei americana GENIUS já foi aprovada, enquanto a versão revisada da Digital Asset Market Clarity Act ainda está em andamento; o projeto de lei ainda gera controvérsia sobre o tratamento dos rendimentos de stablecoins, sendo que a última proposta de compromisso permite recompensas relacionadas às atividades dos usuários, mas não o pagamento de juros sobre saldos de stablecoins. Além disso, ele afirmou que a participação de instituições ainda depende de segurança e regulamentação, e que esse processo levará de 5 a 15 anos. Amy Oldenburg, da Morgan Stanley, afirmou que a expansão dos bancos para o setor de criptomoedas não é uma estratégia de especulação, mas uma evolução após anos de construção de infraestrutura.