Tom Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Equities, caracterizou a recente queda do mercado de criptomoedas como um “mini reset” temporário, impulsionado por fatores externos e não por fraqueza estrutural, de acordo com sua análise recente. Diferentemente de quedas importantes anteriores no mercado cripto, esta queda está ocorrendo sem uma queda correspondente do mercado de ações, marcando uma mudança significativa em relação ao precedente histórico. Lee argumenta que a estrutura do mercado permanece intacta, sugerindo que a queda é uma correção cíclica e não o início de um mercado de baixa sustentado.
Lee destacou um padrão incomum no ciclo de mercado atual. Todas as principais quedas de criptomoedas no passado coincidiram com fraqueza significativa no mercado acionário, segundo sua análise. Em 2016, o cripto caiu junto com uma queda de 20% no mercado de ações durante uma desaceleração industrial. A retração de 2018–2019 correspondeu a aumentos das taxas do Federal Reserve que desencadearam correções em todo o mercado. Em 2022, a inflação e o aperto monetário agressivo esmagaram simultaneamente os mercados de ações e de cripto. Mais recentemente, em 2025 houve uma queda de 20% nas ações ligada a preocupações com a guerra tarifária. No ciclo atual, porém, as ações não passaram por um estresse comparável, criando um ambiente estruturalmente diferente para o cripto, de acordo com a avaliação de Lee.
Ethereum caiu aproximadamente 65% desde outubro, um movimento acentuado que se alinha com magnitudes históricas de correção, segundo os dados de Lee. A diferença está na ausência de turbulência no mercado acionário acompanhando a queda.
Lee identificou dois fatores principais por trás do recente movimento de venda. Um evento de deleverage no cripto em 10 de outubro disparou a onda inicial de vendas, de acordo com sua análise. Isso foi seguido por pressão adicional para baixo, decorrente de tensões geopolíticas, particularmente preocupações crescentes em torno do Irã, que criaram incerteza macroeconômica e forçaram liquidações adicionais.
Lee também observou que o Bitcoin vem se movendo cada vez mais em sincronia com ações de software e de inteligência artificial, criando um novo canal de correlação para a pressão sobre o preço do cripto. Quando a fraqueza aparece nas ações de tecnologia, os mercados de criptomoedas agora sentem o impacto com mais direto, adicionando outra camada de pressão de venda ao ambiente atual, segundo a observação dele.
A caracterização da queda atual por Lee como um “mini reset” se baseia em várias observações estruturais. Não há uma grande crise financeira em curso, não existe uma recessão profunda em andamento e não há um mercado de baixa acionário em escala total, de acordo com sua avaliação. Em vez disso, o que o mercado está enfrentando é uma combinação de fraqueza relacionada ao ciclo, alavancagem sendo expurgada do sistema e “ruído” macroeconômico, de acordo com o arcabouço de Lee.
A ausência desses indicadores de estresse sistêmico distingue o ambiente atual das anteriores “crises do inverno cripto”, que normalmente vinham acompanhadas por disfunção mais ampla do sistema financeiro. Lee argumentou que essa distinção justifica caracterizar a queda como temporária e cíclica, e não como estrutural.
Apesar das correções acentuadas nos preços das criptomoedas, Lee disse estar confiante de que a estrutura de longo prazo do mercado de cripto não foi comprometida. Assim que o impacto do deleverage passar e a incerteza macroeconômica se acalmar, o mercado poderá estabilizar, de acordo com sua visão. Essa avaliação sustenta sua tese de que a fase atual representa um reset temporário, e não uma queda duradoura ou uma transição para um mercado de baixa prolongado.
A análise de Lee sugere que os investidores devem diferenciar a volatilidade de curto prazo nos preços, impulsionada por ciclos de alavancagem e choques geopolíticos, de uma deterioração fundamental na estrutura do mercado ou na adoção.
P: Por que Tom Lee chama a atual queda do cripto de “mini reset” em vez de mercado de baixa?
De acordo com a análise de Lee, não há uma grande crise financeira, recessão profunda ou um mercado de baixa acionário em escala total em curso. A queda atual é impulsionada por um evento de deleverage em 10 de outubro e por tensões geopolíticas, combinados com fraqueza relacionada ao ciclo. Lee argumenta que esses fatores externos, e não uma quebra estrutural do mercado, diferenciam esta queda dos anteriores “invernos cripto”.
P: Como a queda atual do cripto é diferente das quedas anteriores do cripto?
De acordo com a avaliação de Lee, esta é a primeira grande queda de criptomoedas que ocorreu sem uma queda correspondente do mercado de ações. Em 2016, 2018–2019 e 2022, as quedas no cripto vieram acompanhadas por fraqueza significativa no mercado acionário. No ciclo atual, as ações não passaram por um estresse comparável, criando um ambiente estruturalmente diferente no qual a fraqueza do cripto está isolada em vez de ser sistêmica.
P: Quais fatores desencadearam o recente movimento de venda nos mercados de criptomoedas?
De acordo com Lee, um evento de deleverage no cripto em 10 de outubro disparou o movimento inicial de venda, seguido por pressão adicional das tensões geopolíticas em torno do Irã. Lee também observou que a crescente correlação do Bitcoin com ações de software e inteligência artificial criou um novo canal de pressão de preço quando as ações de tecnologia enfraquecem.