Mensagem do Gate News, 23 de abril — De acordo com o relatório de pesquisa do 1T de 2026 da TRM Labs, a adoção global de criptomoedas por varejo apresentou sinais de contração, com o volume total global de varejo atingindo $979 bilhões, caindo 11% em relação ao mesmo período em 2025. O mercado de cripto agora passou por dois trimestres consecutivos de queda.
Os cinco principais países em termos de atividade cripto permaneceram em grande parte inalterados: os Estados Unidos lideraram com $212 bilhões, seguidos pela Coreia do Sul ($69 bilhões), Rússia ($48 bilhões), Índia ($46 bilhões) e Turquia ($40 bilhões), que entraram no top 5 com crescimento de 7% ano contra ano. A Índia se mostrou a mais resiliente, caindo apenas 6%, enquanto os mercados desenvolvidos viram contrações mais acentuadas — a Coreia do Sul perdeu 28% de seus volumes e a Alemanha caiu 25%, as maiores quedas ano contra ano. O relatório apontou uma divergência marcante: os mercados desenvolvidos tiveram adoção mais lenta à medida que o interesse se deslocou para mercados de capitais estabelecidos e metais preciosos, enquanto os mercados emergentes continuaram a aproveitar as criptomoedas como um sistema de pagamentos crítico.
A adoção de stablecoins surgiu como um principal motor de crescimento no 1T. A Venezuela subiu para a 17ª posição global com US$ 19,7 bilhões em atividade, concentrando-se principalmente no uso de stablecoins para armazenamento de valor e transações transfronteiriças. Stablecoins denominadas em euro registraram um crescimento particularmente forte, disparando 12 vezes de janeiro de 2025 a março de 2026 e atingindo $777 milhões mensais, refletindo esforços para diversificar a liquidez cripto dominada pelo dólar.
A TRM Labs atribuiu a divergência a fatores geopolíticos e condições monetárias locais. Em regiões em desenvolvimento com políticas monetárias domésticas restritivas ou inadequadas, as stablecoins forneceram uma camada secundária para armazenar valor e realizar pagamentos baseados em dólar. Em particular, o Irã enfrentou uma desaceleração notável devido ao aumento das sanções e ao conflito em curso, somado à perda de acesso às corretoras locais. O relatório concluiu que os mercados de cripto no 1T ficaram mais responsivos aos riscos geopolíticos mais amplos, negociando não mais como um ativo isolado, mas como parte do ambiente global de risco.
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